A educação como veículo de mudança na sociedade
Enviada em 01/11/2019
O filme “escritores da liberdade” relata a história real de uma professora que, por intermédio educacional, transformou a vida de seus alunos. Fora da ficção, é indubitável a importância da alfabetização para construção social de um indivíduo pensante. Entretanto, a má qualidade de ensino juntamente com a desestruturação das escolas, tornam-se obstáculos para o aprendizado dos jovens brasileiros.
A princípio, a obsolência educacional na rede pública intensifica a problemática do ensino fundamental. Desse modo, além da grade curricular possuir uma didática ultrapassada, a ineficiência em que é transmitido o conteúdo, no qual possui pouca ou nenhuma aplicabilidade do cotidiano, é um empecilho educacional, visto que 7 em cada 10 alunos não possuem níveis suficientes de compreensão e leitura, segundo o Ministério da Educação (MEC). Assim, isso contribui para o alto número de jovens que não desenvolvem as devidas competências de aprendizado, tornando-se um problema social em relação à perspectiva de futuro.
Ademais, é fato que a falta de estrutura nas escolas acentua o impasse. Consoante à teoria de “Contrato Social”, o filósofo John Locke defende que é dever do Estado garantir as condições básicas para o desenvolvimento da população. Entretanto, hodiernamente, percebe-se a negligência governamental, em não fornecer recursos básicos que contribuem para a educação como livros, computadores, eletricidade e saneamento básico, de acordo com o Programa Nacional de Educação (PNE). Assim, esse cenário desampara escolas, e portanto, seus alunos.
Em suma, está clara a importância da alfabetização para o desenvolvimento social e econômico de uma nação. Portanto, é imprescindível o auxílio do MEC, principal competência que rege os investimentos nesse setor, na reestruturação da grade curricular, por meio de projetos internos, a fim de garantir maior didatismo advindo dos educadores. Bem como, no fornecimento de saneamento básico para que cada vez mais jovens tenham um final igual aos “escritores da liberdade”.