A educação como veículo de mudança na sociedade
Enviada em 06/03/2020
Segundo Paulo Freire, autor da obra " Pedagogia do Oprimido “, a qual defende que o objetivo da escola é ensinar o aluno a “ler o mundo” para poder transforma-lo. Por conseguinte, observasse à importância que a instituição de ensino exerce no tecido social. Contudo, um Estado apático e um ensino defasado dificultam que a educação apresente-se como um veículo de mudança na sociedade brasileira.
A priori, apesar do direito à educação ser considerado um direito humano fundamental, nota-se que o governo não se mobiliza para efetivar tal conquista. Destarte, o Brasil aprovou a PEC 55 estipulando um limite de gastos para educação e adjunto a isso uma limitação para as transformações sociais que o ensino é capaz de realizar. Em vista disso, o estado brasileiro reverbera o enigma da modernidade elucidado pelo filósofo Henrique de Lima, em que a sociedade é tão avançada em suas razões teóricas, mas tão indigente em suas razões éticas.
Outrossim, pode-se apontar como outro entrave a defasagem do ensino no país. Uma vez que, nota-se um sistema ainda preso em métodos de memorização, os quais preconizam resultados no ambiente técnico do estudante, negligenciando, dessa forma os mecanismos que buscam à construção do poder crítico do indivíduo. Ademais, esse tipo de ensino que prioriza as habilidades cognitiva, proporciona uma escolar descontextualizada com a realidade dos seus alunos, à vista disso influência nos elevados índices de evasão escolar.
Portanto, para que as escolas no país consigam ser mecanismo de mudanças sociais, faz-se necessário uma reestruturação das mesmas. Dessa forma, cabe ao Governo Federal em parceria com o Ministério da Educação, uma atuação mais ativa em relação ao sistema educacional, por meio do direcionamento de uma maior parcela dos tributos recolhidos, com o objetivo de criar um ambiente que ofereça infraestrutura adequada ao estudante. Além disso, é preciso que os mesmos reformulem as estratégias de aprendizagem para que essas dialoguem com os conhecimentos cognitivos e com habilidades sócio emocionais, para que dessa maneira os índices de evasão diminua.