A educação como veículo de mudança na sociedade
Enviada em 04/04/2020
A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 6° garante dentre seus direitos sociais, a educação a todos aqueles que são iguais perante a lei. No entanto, hodiernamente no Brasil, a democratização desse direito fundamental não é pleno, tornando a desigualdade social cada vez mais emblemática, devido inexpressividade social nesse âmbito e as lacunas educativas. Nesse sentido, convém sondar tal problemática, a fim de dirimi-la.
Em primeira análise, é notório que a aquisição do conhecimento é parte importante para a formação de um senso crítico, entretanto a sociedade atual não atribui tal importância as didáticas. Consoante, o filósofo Platão, explica através do “Mito da Caverna”, a importância do conhecimento inteligível, onde o indivíduo que “liberta-se das correntes”, é o ser capaz de criticar e questionar a sua realidade. Sob esse viés, o cidadão possui uma forte arma sobre as transformações, sejam elas sociais ou não. O conhecimento, é um meio o qual, ele se torna agente do meio sobre tudo aquilo que lhe é imposto. Outrossim, a formação educacional apresenta inúmeras falhas em seu desenvolvimento, tal dela é atribuição de seu papel só no meio institucional. Ao observar a perspectiva de Paulo Freire, educador, que diz: “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”, ou seja, ele realça a relevância da pedagogia e suas vertentes na sociedade, pois ela proporciona ao ser humano o poder de escolhas mais sensatas, como por exemplo exercer melhor sua cidadania através do voto. Logo, o transforma em um modificador do ambiente em que vive, diferente da educação que sozinha não pode agir de maneira coletiva.
Diante dos fatos supracitados, fica evidente a necessidade de implementar a educação igualitária. Cabendo, assim, ao Ministério da Educação e Cultura (MEC), proporcionar preparo educacional a todos e promover uma didática crítica nas escolas de todos os níveis. Através de programas governamentais, que devem atingir todo o território brasileiro, que discutam temas de relevância social por meio de mesas redondas, palestras, debates políticos de diversas áreas e participações reuniões legislativas, incentivando os alunos participarem de forma ativa e consciente das decisões coletivas, que interferem diretamente a ele ou não. Para que, então, as transformações sejam feitas positivamente, gerando atos benéficos para toda a população, assim como prevê a atual Constituição Federal.