A educação como veículo de mudança na sociedade

Enviada em 16/04/2020

O longa-metragem “Escritores da liberdade”, conta a história de Erin, uma professora de literatura que enfrenta desafios para lecionar, pois seus alunos sofrem diariamente racismo, violência e marginalização. Ao longo do filme, a educadora incentiva os estudantes a escreverem diários contando suas dificuldades e aspirações, levando-os a questionar seus preconceitos e buscar na educação, uma forma de mudar sua realidade. Histórias como essa, reforçam o papel do ensino como agente transformador da sociedade e,  tendo em vista a educação como direito inalienável, garantido pela constituição brasileira, faz-se necessário a discussão de tal problemática, a fim de seu pleno funcionamento.

Precipuamente, é fulcral pontuar que a educação é essencial para desenvolvimento de uma nação, pois traz benefícios econômicos, culturais e sociais. Segundo pesquisa divulgada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), se todos os estudantes de baixa renda soubessem ler, cerca de 71 milhões de pessoas poderiam sair da linha da pobreza. Além disso, a educação ajuda a economia a crescer, pois de acordo com o relatório divulgado pela UNESCO, cada ano adicional de escolaridade da população, aumenta o PIB em 0,37%, por propiciar, em tese, aumento de empregos e, consequentemente, arrecadação de impostos, que podem ser revertidos em melhorias sociais.

Em segunda análise, o acesso a educação de qualidade possibilita progressos na saúde, visto que um maior grau de instrução, está relacionado a um planejamento familiar mais eficiente e uma menor taxa de mortalidade em crianças de até cinco anos, dado divulgado em 2017 pela Pesquisa Nacional em Saúde, realizada pelo IBGE. O ex-presidente da África do Sul e ativista, Nelson Mandela, diz que “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo” e não poderia estar mais correto pois, ela também propicia, em teoria, a diminuição das desigualdades sociais, fator diretamente relacionado a  incidência de violência e crimes.

Portanto, diante do exposto, medidas exequíveis são necessárias para facilitar o acesso ao ensino de qualidade visando o desenvolvimento social. Dessarte, com o intuito de mitigar a falha existente, necessita-se que o Tribunal de Contas da União direcione capital, por intermédio do Ministério da Educação, que deverá reverter em investimentos na contratação e qualificação profissional de docentes, por meio de cursos de formação complementar e atualizações acerca de metodologias pedagógicas, com o intuito de estimular os estudantes a aprender. Além disso, investimentos em benfeitorias nas instituições de ensino, além de uma maior cobertura, com criação de escolas em áreas mais carentes,  devem tornar possível que, cada aluno, seja escritor de sua própria liberdade.