A educação como veículo de mudança na sociedade
Enviada em 20/04/2020
É previsto na Constituição Federal que todos os indivíduos já nascem amparados em seus direitos civis, sendo um deles o de obter uma educação de qualidade. Nesse sentido, hodiernamente, vive-se em uma sociedade na qual cada vez mais a defasagem dessa temática faz-se presente em âmbito nacional. Diante disso, cabe salientar os problemas gerados por tal temática, bem como sua importância frente os âmbitos profissionalizantes atuais. Dessa forma, o Estado tem como dever assegurar e aprimorar meios que garantam e legitimem os pensamentos do filósofo iluminista John Locke, em que os cidadãos por nascerem iguais devem possuir os mesmos direitos perante a coletividade.
Em primeiro plano, é cabível destacar que com o processo da educação deficitária no país e com as dificuldades encontradas para oferecer um sistema estudantil capaz de amparar todas as camadas sociais existentes, principalmente as mais desfavorecidas, acarreta-se um problema ainda maior que cresce exponencialmente na atualidade: o aumento da criminalidade e dos índices de violência, em que os jovens fora das escolas ou universidades veem no crime uma forma mais fácil de progressão da vida e de formar seus errôneos “pensamentos críticos”, fato esse percebido com o massacre na escola em Susano, no estado de São Paulo, em 2019. Afinal, como afirmava o pedagogo Paulo Freire “quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor”.
Ainda nesse viés, a educação é também um dos meios principais para se alcançar um espaço nos sistemas profissionalizantes que vigoram hoje em dia, já que a força de trabalho tem se tornado mais escolarizada no Brasil, considerando que segundo o site “OGlobo”, as taxas de trabalhadores com fundamental incompleto caiu de 27.9%, em 2012, para 25.6% , em 2013, bem como a redução de 8.7% para 8.3% na proporção de analfabetismo das pessoas com 15 anos ou mais de idade. Ademais, infere-se que o processo de formalização é basicamente guiado por esse aspecto de melhorias educacionais.
Em suma, devido `às consequências citadas por tal descaso, é de estrito interesse do Estado, como mantenedor da ordem, progresso, leis e bem-estar civilizatório, o dever de investir nas escolas brasileiras no que tange à estrutura e oportunidades, bem como a geração de mais vagas nas instituições para uma maioria menos abastada. Isso poderia ser feito por meio de incentivos fiscais e alocação de recursos, com o intuito.de diminuir os índices negativos e até mesmo aumentar os níveis de desenvolvimento acadêmico, conquistando, assim, os princípios básicos da filosofia de John Locke e a legitimidade da Constituição de 1988.