A educação como veículo de mudança na sociedade
Enviada em 23/04/2020
A jovem ativista pela educação, Malala Yousafzai, diz que um lápis, um livro e um professor são armas poderosas, capazes de mudar o mundo. De fato, a educação tem o poder de transformar a sociedade. No entanto, defender a sua democratização e valorização é um trabalho árduo e, muitas vezes, perigoso, como a própria Malala já mostrou ao mundo.
Nos dias atuais, a educação tem sido um pré-requisito importante em diversos setores da sociedade. Entre eles, o setor trabalhista, no qual as empresas têm exigido cada vez mais, determinados graus de escolaridade para o preenchimento das suas vagas; consequentemente, aqueles(as) que apresentam mais formações, têm uma maior chance de conseguirem um emprego melhor e bem remunerado. No entanto, essa ‘disputa’ se torna desigual, haja vista que uma parte massiva da população, principalmente a que vive nas periferias, não tem acesso a uma educação de qualidade.
É correto afirmar que, historicamente, a educação sempre foi exclusivista. Antigamente, era quase exclusivamente voltada para homens ricos. Hoje, apesar de ser entendida como um direito universal, está longe do alcance de todos. A ativista Malala, por exemplo, vivia em uma cidade do Paquistão onde apenas os garotos podiam estudar. Ao defender o direito á educação para meninas, e lutar pela causa, passou a ser perseguida. Certa vez, enquanto entrava no transporte coletivo, sofreu um atentado: terroristas dispararam na cabeça da jovem.
Entretanto, Malala Yousafzai é apenas uma, dentre as milhares de pessoas, incluindo professores(as), que lutam em defesa de uma educação para todos: sem raça, gênero ou classe social, e que pode transformar vidas.
Por fim, a partir dos fatos apresentados, é possível entender que a educação pode mudar a sociedade. Todavia, para que isso não ocorra de forma supérflua, é necessário aumentar o seu alcance. Para isso, o Ministério da Educação e as Secretarias de Assistência Social devem garantir melhorias em projetos socioeducativos já existentes, como o Bolsa Família; incentivar a valorização dos professores(as), dando-lhes salários justos e disponibilizando as ferramentas necessárias para o exercício digno da profissão, e investindo em escolas bem estruturadas e qualificadas em todo o país, especialmente nas regiões que mais precisam.