A educação como veículo de mudança na sociedade
Enviada em 27/04/2020
Segundo Kant, “o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”, por conseguinte, sendo o homem a base da sociedade e ele dependente da educação, se mostra claro a importância da mesma para a construção, manutenção e mudança da sociedade. De modo que políticas públicas de investimento nesse veículo é a forma mais eficaz de haver mudança e/ou melhorias em nosso corpo social.
É indubitável a importância da educação para a sociedade ao longo do tempo, desde a Grécia Antiga estudar era respeitável e nobre, talvez com intenções diferentes das de hoje, mas com viés parecido: conhecimento garante o desenvolvimento social, econômico e cultural tanto do individuo como do coletivo. Por isso, o patrono da educação brasileira, Paulo Freire, afirma “se a educação sozinha não transforma a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda”. De maneira análoga, é possível percebe que o acesso ao conhecimento no Brasil é desigual, uma vez que, temos um histórico de uma colônia de exploração e depois de povoamento por interesse, colhemos até hoje frutos dessa cultura colonialista que afeta diversas vertentes da nossa sociedade.
De modo que, essa desigualdade no acesso ao conhecimento é extremamente forte, sendo descendentes de cafeicultores e descendentes diretos de europeus em sua maioria são letrados com nível superior e, em contrapartida a grande parcela da sociedade que descende de escravos, indígenas e etc -que compõem a massa pobre da população-, são iletrados, analfabetos funcionais e/ou são letrados sem ensino superior. Uma boa educação promove a saúde, combate a pobreza, diminui a violência, garante outros direitos, fortalece a democracia e a cidadania, etc. Portanto, se faz necessário a democratização da educação para que toda a sociedade sofra mudança, mas de forma igualitária.
Dessa forma, todos os fatos discorridos conjuminam de forma comprobatória a necessidade de politicas públicas na educação brasileira, já que o acesso a ela não é só uma obrigação do Estado mas um direito do cidadão. O Ministério da Educação junto com a Receita Federal deverá encaminhar uma parcela maior dos impostos arrecadados para que sejam feitas melhorias efetivas e construções de instituições de ensino que abranja a necessidade de cada estado brasileiro. Garantindo essa efetivação através de projetos socais, como o Bolsa Família, que dê o minimo de renda necessária para que famílias de extrema pobreza e pobreza possam mandar seus filhos para a escola, e a ampliação dos projetos como FIES e Prouni para que mais jovens pobres possam ter acesso as universidades. E por fim, com uma boa educação, se garanta melhorias significativas em diversos campos da sociedade.