A educação como veículo de mudança na sociedade

Enviada em 20/04/2020

Diversos são os fatores que podem viabilizar transformações sociais. Para tanto, a educação é um dos caminhos mais promissores. Pois garante efetividade, na medida que se consolida desde individualmente até coletivamente em prol de um bem comum. Afinal, conhecimento e ética não são atributos furtáveis.

Indubitavelmente, os frutos de estudo possuem unicamente benefícios a oferecer, desde miúda a vasta abrangência. Como o não despejo de lixo na rua, ou até mesmo a conquista de um prêmio científico. Fato este se observa em países desenvolvidos, por estabelecerem um ensino escolar e universitário qualificado como uma prioridade. Exemplo bastante pertinente a esse caso é o Japão, que apesar de ter sido assolado por duas vezes na segunda guerra mundial, ao ser atacado por bombas atômicas, continuou erguido até garantir o posto atual de potência mundial. Somente uma nação fundamentada em sólidos preceitos educacionais é capaz de realizar tal feito. Afinal, a educação possibilita organização.

Todavia, de igual forma que o comprometimento educacional favoreça onde se encontre, sua carência prejudica tanto quanto. Basta analisar as regiões do planeta em que não tratam a instrução estudantil com seriedade. Consequência disto é uma população com alto índice de analfabetismo e com graves problemas éticos. Perante essa constatação, vale ressaltar o que afirma Paulo Freire, “A educação não transforma o mundo. A educação muda as pessoas. Pessoas transformam o mundo”, para concluir que a realidade social é reflexo dos próprios indivíduos que a compõe. Sendo estes formados não somente por influência acadêmica, mas também por base familiar.

Perante esse cenário, nota-se que o investimento educacional é meio seguro e eficaz de transformação de um povo e sua respectiva organização, ainda que a longo prazo. Contudo, a carência instrutiva ocasiona malefícios para o avanço social e humano, representado pelo IDH. Sendo um problema que necessita ser sanado, cabe ao Poder Público, por meio do Ministério da Educação, construir creches, escolas e universidades públicas em quantidades satisfatórias para atender a demanda de cada local, em cada unidade federativa. Bem como, repassar verbas públicas para garantir a maior quantidade possível de bolsas estudantis em todos os níveis de escolaridade e a destinação de recursos para o incentivo à pesquisa científica. Paralelamente a isso, a criação de políticas públicas que possibilitem a integração de famílias de baixa renda às instituições de ensino, como transporte público e material de estudo gratuitos. Segundo essas medidas, será possível gradativamente uma significativa mudança social, tanto quanto sua preservação para as futuras gerações.