A educação como veículo de mudança na sociedade
Enviada em 21/04/2020
Experimentos veiculados por correntes filosóficas deterministas apontam o valor da educação, em seus inúmeros âmbitos e desdobramentos, para o aprimoramento do convívio em sociedade no decorrer da linhagem histórico-evolutiva humana. Embora o desenvolvimento das instituições de ensino tenha trazido uma explosão de mudanças nas tradições e nos valores de uma comunidade, a hodiernidade as assinala como órgãos praticamente estáticos, cujas metodologias conservadoras apenas concebem indivíduos padronizados e passíveis de mudanças. Dessa maneira, visualizam-se antíteses geradas pela função primordial da educação e seus efeitos contemporâneos.
O Período Carolíngio, datado da Alta Idade Média, acoplado à abertura de universidades e de diversas entidades de ensino, aponta uma época de grandes conquistas e desenvolvimentos. Ainda que pareçam diminutas, as transformações surgidas no momento supracitado desdobram-se até a fase presente, contribuindo com inovações científicas, históricas e sociológicas. Por conseguinte, compreende-se a importância da educação para o alcance do bem-estar das gerações ao longo da linhagem histórico-evolutiva humana.
O Panóptico, sistema proposto por Michel Foucault, indica como órgãos educacionais, nos períodos posteriores à Revolução Industrial e à gênese do Capitalismo, trabalham na criação de indivíduos padronizados, adequados à fugacidade do tempo e ao cumprimento de deveres e, consequentemente, alienados e servidores do sistema. Mesmo que haja exceções, o determinismo formulado pelo conservadorismo de tais instituições monta sujeitos passíveis de mudanças, delineando, assim, as inversões de valores das escolas e de associações de conhecimentos.
Destarte, medidas são necessárias para combater a problemática. É mister que o MEC, associado a corporações que promovem o conhecimento, apresentem uma revolução gradual da metodologia de ensino, aumentando o número de dinâmicas e induzindo a formação de um pensamento original e único, despadronizado, a fim de impedir a completa panoptização do ensino. Outrossim, que o SESI e o SENAC proporcionem cursos para que seja trabalhado com os próprios educadores as mudanças ocorridas na sociedade e a necessidade de ser deixado de lado o conservadorismo nos modos de lecionar, visando obter resultados e aprimoramentos como os assinalados no Período Carolíngio.