A educação como veículo de mudança na sociedade

Enviada em 22/04/2020

O clássico cinematográfico Sociedade dos Poetas Mortos retrata uma tradicional escola, em que tamanho é o tradicionalismo, que torna-se sufocante. O novo professor, John Keating, confronta os ideais retrógrados da instituição, com conversa e poesia, estimulando os estudantes com criticidade e autonomia. De maneira análoga, faz-se necessário inserir a criticidade como fundamento no ambiente escolar, como também desmistificar e inserir a internet no processo de aprendizagem através de autonomia, para a educação ser mais efetiva na sociedade.

É notório que o sistema de ensino é bastante antigo e desatualizado, no qual os alunos ficam desmotivados com seu papel, especialmente nas escolas públicas, diante da infraestrutura muitas vezes ruim. Perante o descaso, de conhecimento público, com as escolas, e provável distante alteração do cenário, é imprescíndivel que este contexto seja contornado na medida do possível. Para Paulo Freire, é importante mostrar que educação é um ato político e meio de transformar a realidade, logo, é fundamental transmitir esse pensamento aos jovens, como encorajamento.

Também pode-se observar que a internet tem tornado-se muito interessante no quesito educação, através de profissionais disponibilizando conteúdo, muitas vezes gratuito, de qualidade, oferecendo um mix de opções. Uma inovação no jeito de ensinar e aprender, a qual é fundamental habituar-se, visto que estimula a autonomia dos educandos e é uma alternativa para complementar o ensino falho, demonstrando que o jovem também é controlador de sua educação, que o conhecimento pode e deve ser adquirido de forma ativa, salientando que a internet e redes sociais não são apenas ferramenta de entretenimento.

Como o educador John Keating inovou, estimulando a criticidade dos alunos, faz-se necessário que as escolas conscientizem seus estudantes sobre a importância da educação e da autonomia nos estudos para melhorar a realidade, como indica Paulo Freire. Elas devem fazê-la através de palestras e debates anuais, convidando pessoas com propriedade nos respectivos assuntos, com os alunos do sexto ano do ensino fundamental  ao terceiro ano do ensino médio, visando que a futura geração compreenda o poder da educação, da criticidade e da autonomia, tanto individualmente, quanto como veículo de mudança da sociedade.