A educação como veículo de mudança na sociedade

Enviada em 29/04/2020

Consoante Immanuel Kant “O homem é aquilo que a educação faz dele”. Posto isto, a reflexão sobre a vigente conjuntura educacional brasileira como ferramenta para conscientização e democratização transfigura-se insatisfatória, uma vez que compactua com a repugnante discrepância social e  com a estagnação do desenvolvimento nacional.

A princípio, o acesso ao conhecimento disseminado torna-se capaz de ascender a ideia de equidade. Entretanto, embora o Artigo 205 da Constituição Federal afirme “A educação é direito de todos e dever do Estado”,  o Brasil detém cerca de 11,3 milhões de pessoas analfabetas, de acordo com o jornal O Globo.  Sendo assim, conclui-se um golpe contra a dignidade cidadã, pois, frente ao distanciamento educacional, tais indivíduos encontram-se desviados da ascensão social.

Ademais, a educação apresenta uma relação intrínseca com a construção do senso crítico individual. Desta forma, tal fato  pode implicar diretamente no desenvolvimento de uma nação, em razão de recorrer à compreensão de fatos históricos, políticos e culturais, com a finalidade principal de edificar a eminente democracia. Portanto, o futuro promissor do país tangencia o aperfeiçoamento das diretrizes nas instituições de ensino, visto que, em consonância com o educador Paulo Freire, “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”.

Frente à problemática retratada, urge, por conseguinte,  o Ministério da Educação ampliar programas de letramento, a exemplo do Programa Nacional de Alfabetização (PNA), a fim de diminuir o índice de analfabetismo, bem como uma reforma na atual conjuntura educacional básica, por meio da incrementação de disciplinas voltadas para o senso crítico e de recursos tecnológicos, sobretudo em escolas públicas. Logo, conclui-se uma possível erradicação da lastimável disparidade socioeconômica e um plausível progresso brasileiro.