A educação como veículo de mudança na sociedade
Enviada em 24/04/2020
A Constituição Brasileira de 1988, documento jurídico mais importante do país, garante educação a todos, e delega o dever ao Estado e a família para tal. No entanto, ambos os setores falham com suas responsabilidades. Se por um lado, a instrução e o conhecimento podem mudar a sociedade, por outro, há a negligência por parte dos setores responsáveis para transmissão dos valores.
Em primeira instância, é primordial destacar a importância da educação como meio para transformar o tecido social. Segundo Nelson Mandela, “a educação é a maior arma para mudar o mundo”. A partir desse pressuposto, percebe-se que o saber faz com que as pessoas compreendam de forma crítica e consciente os seus direitos e deveres, como práticas favoráveis a todos. Assim, a comunidade é transformada e promove igualdade social. Pois, os direitos humanos seriam respeitados e caso não fossem, a população teria conhecimento para exigir o cumprimento.
Paradoxalmente, as escolas em consonância com as famílias falham no papel de educar os jovens. Após as Revoluções Industriais no século XVIII, o tempo se tornou cada vez mais precioso, e a corrida pelo capital é constante. Nesse sentido, os pais não têm tempo para dialogar, transmitir experiências e conhecimento para os seus filhos, e delegam às escolas e outras pessoas o papel de educá-los. Consequentemente, esses setores erram, pois o trabalho deve ser conjunto. Ademais, o setor educacional tem adotado um método de ensino muitas vezes cansativo, pelo fato de buscar extrair do aluno notas que definirão sua capacidade, negligenciando alguns valores sociais e aptidões que só conversas e o contato mais próximo podem mostrar.
Fica claro, portanto, que medidas precisam ser tomadas para resolver esses impasses. Cabe ao Ministério da Educação colocar na grade escolar disciplinas que apresentará os direitos e deveres constitucionais, práticas civis, debates e palestras que tratam assuntos sociais, culturais e econômicos, a fim de os discentes compreenderem a importância de suas ações na sociedade e como elas podem influenciar o contexto, tanto para melhor como pior. Além do mais, o próprio MEC deve fornecer reuniões entre os pais e alunos com o objetivo de compartilhar um tempo em conjunto e mostrar que é fundamental a participação da família na formação do indivíduo. Assim, a geração futura não trará os mesmos erros que a atual, e as garantias constitucionais serão cumpridas.