A educação como veículo de mudança na sociedade

Enviada em 24/04/2020

Paulo Freire considerado patrono da educação brasileira lutou incessantemente pelo ato de ensinar aqueles que o sistema e a elite tendem a ignorar. Para Freire, a função da educação é acima de tudo fazer pontes com o contexto do individuo e, principalmente, idealizar um sujeito autônomo e crítico frente ao seu meio.  Contudo, as lutas do educador no século passado, continuam atuais. Apesar do direito a educação ser expressa na constituição federal, essa conquista permanece alheia as classes marginalizadas do sistema. Assim sendo, é notável que para uma mudança na sociedade é imprescindível uma educação expansiva e de qualidade, como almejava Freire.

Dessa forma, Segundo o historiador José Murilo de Carvalho em “Cidadania no Brasil”, a luta abrangente pelo direito a educação surge no final do século XIX.  Entretanto, na contemporaneidade o direito à uma educação digna e de qualidade ainda permanece alheio a grande parte da sociedade. Exemplo desse  quadro endêmico verifica-se no censo do IBGE de 2013,  onde constatou que 13,3 milhões de pessoas não sabem ler nem escrever no Brasil.

Ademais, esse panorama tem sido amenizado com programas como o EJA - Educação de Jovens e Adultos - organizado pelo Governo Federal. Tal iniciativa fornece uma opção a pessoas que desistiram de estudar no passado e agora pretendem voltar aos estudos.  Aliado a esse quadro o ensino EAD tem crescido vertiginosamente pela facilidade e otimização do tempo favorecendo uma educação mais ampla, além de democrática. Ambas referências mencionadas viabilizam um crescimento pessoal e, essencialmente, da sociedade como um todo.

Em suma, nota-se que o direito a educação de qualidade ainda é  permanece uma luta social no espaço público. Portanto, para a mudança efetiva da sociedade, esse direito deve ser ampliado pelo MEC, por meio de expansão de escolas e bibliotecas, formação de docentes qualificados e uma interação maior entre a escola a região no qual ela está inserida.