A educação como veículo de mudança na sociedade
Enviada em 25/04/2020
O século XX no Brasil, especialmente na primeira metade, foi marcado pela fundação de escolas e instituição de academias para formação de professores, propostas por Getúlio Vargas. No entanto, embora essas medidas tenham sido positivas, foram incipientes e não resolveram o déficit educacional brasileiro. Nesse sentido, a educação, um importante veículo de mudança na sociedade, representa um entrave, tendo em visto a desvalorização do governo nessa área aliada à falta de investimentos em regiões mais distantes dos grandes centros urbanos.
Em uma primeira análise, é válido ressaltar que muitas transformações benéficas no corpo social são oriundas do ensino. Desse modo, em visita ao Brasil no ano 2019, o ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, declarou que a “educação é a chave para o sucesso de uma nação”. Com efeito, ela promove redução de preconceitos, liberdade de pensamento e desenvolvimento intelectual, os quais estão relacionados com o crescimento econômico e social de um povo. Logo, a desvalorização governamental é um motivador para paralisação dessa dinâmica, representado um retrocesso para a população. Por isso, é mister que o princípio constitucional de acesso acadêmico universal seja respeitado, já que permite avanços para o país.
Paralelo a isso, a ausência de investimentos em regiões afastadas é um fator que perpetua a exclusão de classes mais baixas economicamente. Desse modo, a teoria de percepção de estado do sociólogo francês, Émile Durkhein, abrange-se em duas divisões: o normal e o patológico. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que um ambiente patológico rompe com avanços, e isso acontece, principalmente, com a falta de acesso a ensino de qualidade em comunidades interioranas. Por conseguinte, esse sistema desigual não favorece o progresso coletivo e estabiliza a sociedade a um patamar de sub-desenvolvimento. Dessarte, essa é uma postura inaceitável e deve ser combatida de modo veemente, haja vista que piora os índices de qualidade de vida dos indivíduos.
Fica claro, portanto, que a educação representa um desafio a ser enfrentado de forma organizada pelo pelo poder público e isso se deve ao fato de ser um importante vetor de modificações no país. Em virtude disso, cabe ao Governo Federal, em parceria com o Ministério da Educação, promover cursos de capacitação para os profissionais desse campo, por meio de envio de materiais impressos e realização de congressos, a fim de melhorar o ensino além da troca de experiências. Ademais, o Estado deve fomentar recursos para locais mais distantes, por intermédio de uma análise socioeconômica desses lugares, com o intuito de melhorar a infraestrutura. Assim, poder-se-á utilizar essa ferramenta para transformações.