A educação como veículo de mudança na sociedade
Enviada em 27/04/2020
Os entraves da educação no Brasil
No dia 15 de novembro de 1889, início da Proclamação da República, o Brasil inicia o processo de disseminação de garantias individuais, dentre elas, deve-se mencionar o direito à educação básica de qualidade que beneficiasse todos. No entanto, a educação estava restrita à sociedade censitária, ou seja, somente pessoas com grande poder econômico e político tinham condições de estudar e são consequências vistas hoje no país. Dessa forma, o contexto da época remete que a maior parte da população rural, pobre e negra era excluída do processo educativo e as restava apenas o trabalho braçal ligado à alienação do trabalho influenciado pelos coronéis. Nesse cenário, é conveniente analisarmos que os fatos relatados ainda estão ligados à nossa sociedade brasileira atual.
A educação é um veículo que fornece ao indivíduo acender seu poder econômico e desenvolver seu pensamento crítico, porém o costume de estudar é algo cultural vivido por uma pequena parcela de brasileiros que têm maiores oportunidades e condições financeiras desde o período republicano. Dessa maneira, a maior parte da população brasileira, que vive em extrema pobreza, procura trabalhar mais cedo para trazer renda a sua casa, uma vez que se criou uma grande desigualdade econômica que vem sendo alastrada desde o período colonial. As classes alta e média são as mais favorecidas a esse cenário de segregação do conhecimento, já que o poder econômico empodera esses burgueses a ter mais tempo para se dedicar aos livro do que ao trabalho.
Por outro lado, observa-se também que o sistema educacional público não está no patamar das escolas privadas em relação à qualidade dos professores, aos investimentos em “TIC’s” e metodologias renovadores. Além disso, as escolas públicas estão sucateadas tanto no tocante à infraestrutura predial quanto pedagógica, já que o método utilizado por muitas destas escolas é considerado antagônico ou tradicional, conforme Paulo Freire relata em seu livro “Pedagogia da Autonomia”, a partir disso se cria uma desigualdade no âmbito educacional do povo brasileiro. Diante disso, as condições de mudanças sociais estão mais favoráveis à sociedade elitizada.
Os poderes administrativos do país devem, portanto, reavaliar o modelo de educação implementada no ensino público, assim como a criar novos de processos de formação continuada para professores ou reaplicar os métodos pedagógicos oferecidos pelas escolas particulares. Além disso, também é pertinente inserir políticas públicas para que haja a diminuição da evasão escolar com ofertas de rendas aos alunos que tiverem setenta por cento da carga horária mensal.