A educação como veículo de mudança na sociedade
Enviada em 30/04/2020
Baseado em fatos reais, o filme “O menino que descobriu o vento” retrata a história de Willian, um garoto que frequentava clandestinamente a biblioteca da escola que foi expulso por falta de pagamento, e que por meio da leitura de livros sobre energia, constrói um moinho capaz de captar água do solo, o que permite a sobrevivência de seu vilarejo que vivia assolado pela seca e miséria. Isso evidencia a capacidade que a educação tem de alterar positivamente a realidade de uma sociedade, sendo inúmeros os benefícios propiciado pelo aprendizado de qualidade. Entretanto, aqueles que não possuem acesso a esse recurso estão sujeitos a manipulações e até mesmo atenuação de suas habilidades, podendo acarretar em uma sociedade estagnada diante de sua realidade.
Em primeiro análise, é inegável o papel que a educação tem no desenvolvimento e potencialização da capacidade intelectual do indivíduo. Além de permitir a criação de um senso crítico, faz com que as pessoas tenham a propriedade de analisar e questionar sua realidade de forma embasada, inclusive de alterar hábitos considerados prejudiciais. Segundo o educador Paulo Freire, “a educação muda pessoas, e as pessoas transformam o mundo”, e é justamente essa capacidade de transformação que faz com que ensino seja tão importante na formação de uma sociedade cada vez mais justa e igualitária, principalmente quando associada a finalidade da educação para o filósofo Rousseau, que seria formar futuros cidadãos capazes de exercer a soberania, que compreendessem e contribuíssem para a formação da vontade geral.
Em contrapartida, o acesso a uma educação de qualidade, apesar de garantida na constituição de 1988, não é uma realidade para todos os brasileiros. Segundo pesquisas da revista O Globo, cerca de 13,3 milhões de pessoas não sabem nem ler e escrever no Brasil, evidenciando uma desigualdade na distribuição de recursos educacionais no país. Geralmente, isso acaba por colocar esses indivíduos em uma posição de opressão, o que vai de desencontro com as ideais desenvolvidas por Paulo Freire a cerca da educação como ato libertador, capaz de estimular a reflexão e libertar o indivíduo da situação a qual se encontra.
Portanto, medidas devem ser tomadas para amenizar essa problemática. Sendo necessário que o Ministério da Educação direcione verbas para a construção de escolas e bibliotecas públicas próximos a populações carentes, com a criação de programas sociais que estimulem os indivíduos a buscarem esses ambientes. Logo, o acesso a educação que antes era restrito tornar-se-á cada vez mais inclusivo, para que assim, possam desenvolver progressivamente o senso crítico e potencializar suas habilidades, podendo dessa forma alterar positivamente sua realidade, assim como Willian fez o em seu vilarejo.