A educação como veículo de mudança na sociedade

Enviada em 29/04/2020

Segundo o ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, “a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. Diante disso, a educação, que tem o poder de mudança, enfrenta impasses, como o analfabetismo e a persistência em um modelo tradicional de ensino, que dificultam esse processo. Com isso, faz-se necessária a discussão desse tema.

É inegável que o analfabetismo é fator decisivo para que a educação, que é um veículo de mudança na sociedade, não alcance seus objetivos. Tendo isso em vista, Gilberto Dimenstein, em sua obra “Cidadão de Papel” afirma que os direitos citados pela Constituição não são postos em prática pelos agentes públicos. Não diferente dessa obra, no Brasil, a educação é um direito assegurado pela Constituição Federal. Entretanto, cerca de 13 milhões de pessoas ainda são analfabetas, conforme dados do Ministério da Educação. Assim, é dever do Governo garantir o cumprimento dos deveres constitucionais para que a educação alcance seu objetivo.

Ademais, a Revolução Tecnológica e a globalização trouxeram diversas mudanças comportamentais. Contudo, o sistema educacional permaneceu do mesmo jeito, com muitas matérias e pouca interação, não acompanhando a evolução tecnológica. Desse modo, a falta de inovação resulta no desinteresse dos alunos, os quais acabam desmotivados com o modelo de ensino. Nesse contexto, o economista Arthur Lewis afirma que a educação não é despesa, e sim investimento com retorno garantido. Logo, investimentos na área da educação são fundamentais para que a questão seja solucionada.

Portanto, vale ressaltar que, para o filósofo Kant, “o homem é aquilo que a educação faz dele”. Assim, é preciso que o Governo cumpra com seu dever Constitucional e assegure que todos os cidadãos tenham acesso à educação, por intermédio de projetos incentivadores ao aprendizado, a fim de acabar com o analfabetismo. Outrossim, o Ministério da Educação deve, por meio das Secretarias de Educação, diminuir a quantidade de matérias e aumentar as inovações na sala de aula, com aulas interativas e palestras, para que o desinteresse dos jovens acabe.