A educação como veículo de mudança na sociedade
Enviada em 29/04/2020
A educação sempre foi um meio básico para se combater os demais problemas sociais, como por exemplo, a própria desigualdade social que tem suas altas taxas - principalmente, mas não somente - entre aqueles que possuem baixos níveis de escolaridade. Além do mais, serve de pilar essencial para a construção de um Estado com profissionais qualificados. No entanto, apesar de sua importância, permanece sendo negligenciada pelos âmbitos governamentais que regem tal sociedade, propiciando, dessa maneira, a diminuição de debates em prol de uma melhoria no sistema educativo. Assim, é de suma urgência discutir tal problemática abertamente.
Um estudo recente sobre o acesso à educação mostra que tal medida não é capaz de - quando aplicada sozinha - reduzir os índices de desigualdade no Brasil; pesquisadores afirmam que esta “pode ser vista como uma alternativa apenas num prazo muito longo” e apontam que “somente o ensino médio não é capaz de combater as diferenças de renda”. Todavia, é preciso ressaltar que ainda que tal medida não seja efetiva em sua totalidade, a busca pela expansão do processo educativo deve permanecer, visto que ela é ferramenta de transformação. Ademais, as discrepâncias sociais podem ser combatidas com um ensino de qualidade e que consiga englobar todos os cidadãos; a educação por si só não deve ser vista como única solução, mas deve estar atrelada à diversos outros fatores que corroborem com sua expansão, como a universalização do ensino superior e o aumento de infraestrutura, por exemplo.
Sob o mesmo ponto de vista, em sua obra “Educação e Mudança” Paulo Freire destaca a construção de um saber crítico e analítico por meio da alfabetização, de modo que o antes analfabeto - após passar por tal processo - passe a ter posicionamentos que servirão de apoio para torná-lo alguém mais ativo em suas decisões, ajudando-o a intervir na mudança a favor da sociedade. Logo, torna-se evidente o papel da educação que estimula o senso crítico dos indivíduos que a ela têm acesso.
Dessa forma, é necessário repensar sobre as políticas públicas adotadas no que diz respeito a tal óbice social; cabe ao Governo Federal continuar investindo na educação, de modo que tais investimentos sejam inerentes ao cumprimento de suas metas: o de facilitar e disponibilizar o acesso à educação; novas formas de expansão do saber devem ser praticadas, o que pode ser feito através do Ministério da Educação em parceria com ONGs, permitindo a qualificação de educadores nas instituições de baixa renda; a internet deve ser utilizada como ferramenta para a amplificação do ensino e expandida, permitindo que todos tenham acesso; além do mais, pais e responsáveis devem se fazer presentes na vida escolar de seus filhos, mantendo o laço familiar que serve como apoio emocional.