A educação como veículo de mudança na sociedade

Enviada em 29/04/2020

A educação é a ação que envolve a oferta e a recepção de conhecimento. Ela é um direito social brasileiro assegurado pela Constituição de 1988. Embora haja um projeto de lei, ainda há bastante negligência em relação à oferta de uma educação de qualidade igualitária e universal, o que favorece a minoria dominante, mas prejudica o desenvolvimento do país. Essa realidade, infelizmente, encontra-se nas raízes do país desde o Brasil Império, em que a educação era algo exclusivo para intelectuais e membros da corte portuguesa. Porém, com a chegada da República Velha, uma parte da sociedade começou a ter o direito de ir às escolas, onde era ensinada apenas a como trabalhar nas fábricas.

A educação atual ainda é fortemente influenciada por interesses capitalistas. Eles estimulam a não reflexão a respeito do meio onde o indivíduo está inserido e o conformismo para manter a alienação populacional. Segundo o filósofo Paulo Freire, a educação brasileira é predominantemente bancária, ou seja, não estimula a consciência crítica. Com isso, há a ‘bestialização’ do homem e o consequente favorecimento da manipulação das massas para obtenção de maiores  lucros pelos empresários.

Enquanto isso, o governo tem tentado melhorar e universalizar a educação básica de qualidade, mas enfrenta obstáculos gerados por outros problemas no Estado. Segundo a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), problemas políticos, econômicos e sociais dificultam a oferta de uma boa educação primária no país. Dessa forma, os indivíduos ficam impossibilitados de se desenvolver na nação, uma vez a educação é quem ensina-os o caminho certo a trilhar rumo ao progresso social.

Nesse contexto, portanto, é imprescindível a tomada de medidas para que a luz seja levada à sociedade o mais rápido possível. O Ministério da Educação, em parceria com a UNESCO e com as faculdades de Pedagogia, deveria criar o “Projeto Educação Revolucionária” que visaria a implantação da educação problematizadora- aquela que foca na consciência crítica, no diálogo e na reflexão em sala de aula- nas instituições de ensino do Estado. O projeto capacitaria os docentes a respeito do que seria essa educação problematizadora e instruiria-os a implantá-la em seu ambiente de trabalho.

Ademais, essa iniciativa criaria projetos de extensão nas faculdades de Pedagogia, para promover dois encontros semanais em bairros carentes a fim de que os pedagogos em formação alfabetizem e ensinem o conhecimento de mundo às crianças desses locais. Assim, a educação seria democratizada no Brasil, as pessoas teriam conhecimento da opressão na qual estão inseridas e, desse modo, lutariam em conjunto por uma realidade melhor, o que geraria o progresso social. Afinal, como já dizia Nelson Mandela: “A Educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo.”