A educação como veículo de mudança na sociedade
Enviada em 28/04/2020
Ao final dos anos 70, a banda de rock Pink Floyd lançava um álbum com a música revolucionária “Another brick in the wall” (“Outro tijolo na parede”), que tornou-se ícone por conta de sua letra crítica ao sistema educativo da época. Diante disso, hoje é lícito afirmar que, a educação tem alterado o seu rumo clássico, ao ser vista como meio de mudança à sociedade. Nesse sentido, convém analisar não somente as causas, mas também as consequências acerca deste cenário.
A priori, torna-se indubitável ponderar que a educação é veículo de mudança social, uma vez que promove a autonomia dos indivíduos para com o mundo em que estão inseridos. Todavia, para que isso aconteça com excelência, a educação deve fomentar o senso crítico e reflexivo, o que contempla a sua qualidade. Segundo postulou o eminente educador e filósofo brasileiro Paulo Freire, “quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor”. Assim, vale ressaltar que, o preparo do educador e o seu compromisso com o educar são cruciais na estruturação do conhecimento, tornando-se de suma importância deixar claro que, a exemplo do ambiente escolar, parcela expressiva do interesse dos alunos depende da forma como o conteúdo chegará até este.
Além disso, a mudança que a educação promove em uma sociedade também depende de fatores extrínsecos. Mesmo que, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), proposta pelo Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE), mostram que as taxas de brasileiros com ensino fundamental incompleto e analfabetos caíram, e houve um aumento nas taxas referentes ao ensino superior, pautas de cunho monetário, de moradia, de alimentação e de saneamento básico ainda são desafios para que os números se alterem de maneira significativa, uma vez que, não abordam toda a extensão do país com equidade. Logo, para que aconteçam mudanças, o espectro visível deve atentar, primeiramente, às necessidades básicas.
Portanto, a fim de propor a educação como veículo de mudança na sociedade, o Estado deve atender às carências da sua população por meio da manutenção de Políticas Públicas já existentes, como o Bolsa Família, ao tornar a proposta mais exigente quanto as médias na grade curricular dos alunos e incluir disciplinas ligadas ao exercício da cidadania. Desse modo, os diretores das escolas devem ser fiscalizados frente ao compromisso de avaliações recorrentes do desempenho dos alunos, para garantir o aprendizado de qualidade, e, ao perceber médias muito baixas, deve atuar com uma investigação mais profunda e específica dos porquês. Assim, todos se tornarão ativos para mudar e melhorar a sociedade.