A educação como veículo de mudança na sociedade

Enviada em 30/04/2020

Durante o início da Idade Moderna, a Igreja Católica, para combater as Reformas Protestantes, criou o “Index” de livros proibidos, limitando a aquisição de conhecimento por parte da população, evidenciando uma significativa estagnação da educação . De maneira antagônica, no mundo contemporâneo, o ensino demonstra-se como uma ferramenta para a mudança e ascensão social. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a independência do indivíduo perante o senso comum, e a viabilidade da educação como motor para a transformação do corpo social.

Em primeira análise, pode-se destacar que, no século XXI, a Internet tornou-se um veículo importante para a disseminação de informações. Dessa modo, segundo o site G1, em 2018, aproximandamente 70% dos brasileiros estavam conectados às redes, sustentando ainda mais a concepção de que a “net” é um grande propagador de ideias. Dessa forma, é importante ressaltar que, apesar da Internet ser um local para aprendizado, deve-se tomar consciência de que há dados que iludem o leitor; e à vista disso, é preciso que o indivíduo esteja atento a esse tipo de engano.

Além disso, é notório que a educação manteve-se da mesma forma durante séculos, com salas de aula, cadeiras, um giz e um quadro, e somente nas últimas décadas, houve uma transformação considerável nos métodos de ensino, como por exemplo, o uso de plataformas de vídeo-aulas “on-line”. Consoante a isso, de acordo com o ex-presidente africano, Nelson Mandela, “a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. Sendo assim, Mandela corrobora para o pressuposto de que a educação é uma veículo criador de oportunidades e mundanças para todos que souberem usufruir de forma correta do conhecimento disponibilizado .

Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham ampliar a obtenção de informações seguras e gratuitas para a população. Por conseguinte, cabe ao Governo Federal, ao Ministério da Educação e ao Ministério da Fazendo, por meio da destinação de, pelo menos, 10% do PIB brasileiro  ao investimento em educação, mediante plataformas “on-line” e livros de qualidade, a fim de que a sociedade torne-se mais instruída e esteja ciente das possibilidades que estas poderão proporcionar. Somente assim, o Brasil evoluirá intelectualmente e não fomentará uma nova “Idade das Trevas”, em que todos são submissos a somente uma instituição detentora da verdade.