A educação como veículo de mudança na sociedade
Enviada em 23/05/2020
Na obra distópica “Fahrenheit 451” há a destruição dos livros e alteração do passado histórico promovido pela própria sociedade, a qual não aceitava conflitos promovidos pela divergência de pensamento. Analogamente, nota-se uma verdadeira “caça às bruxas” ao se tratar da educação, muitos questionam a eficácia do processo e condenam os professores. No entanto, é imprescindível a presença do estudo para haver mudanças na sociedade e afastar futuros distópicos tal como no livro.
Em uma primeira análise, sob a ótica social, a falta de confiança nos professores causado por parte ignorante da sociedade promove a perpetuação do descaso com a educação. Isso porque ao se desmoralizar a profissão, há a desconstrução do papel do educando e, consequentemente, redução da importância da educação no cotidiano. Nessa perspectiva, tal problemática vai além das salas de aulas e interfere diretamente no país, uma vez que por meio da contestação crítica ocorrem as grandes revoluções. Exemplo disso, foi o impacto do Iluminismo no século XIX, o qual por meio de seus conceitos, permitiu que aqueles que entraram em contato com essa dinâmica promovessem transformações necessárias em seus países, como a Revolução Americana e Francesa. Dessa forma, o conhecimento torna-se um essencial veículo de transformação da realidade.
Ademais, vale ainda salientar que uma população ignorante é ideal para formar Tiranias e Governos que trabalhem em prol particular. Nessa conjuntura, a falta de conhecimento junto com a precariedade do sistema estudantil, promovem o ambiente perfeito para controle da sociedade. George Orwell, nesse sentido, trouxe em seu livro “1984’ o lema do partido tirânico: “A ignorância é força”, tal discurso demonstra a necessidade de abominar o estudo e criticar aqueles que não compactuam com essas visões desastrosas. Logo, grandes mudanças e contestações são deixadas de lado e as pessoas forçadas a viverem de maneira alienada, sendo reféns de uma realidade opressiva que as humilha intrinsecamente e coíbe qualquer tipo de contestação social, evitando possíveis reformas.
Torna-se evidente, portanto, que a educação é fundamental para promover mudanças na sociedade e impedir a instalação de governos tirânicos. Para melhorar a atual situação, é necessário que os Chefes de Estado façam, em parceria com a Organização das Nações Unidas, a criação de um plano educacional, o qual permitirá o desenvolvimento do pensamento crítico, por meio de aulas de filosofia e história mundial, que relembrem a importância do esclarecimento durante fases passadas e sua relevância para evitar a repetição desses problemas. Além de valorizar o papel do professor, haverá o ensino como veículo de revolução. Dessa maneira, futuro distópicos como os de “Fahrenheit 451” e “1984” farâo parte apenas do plano ficcional.