A educação como veículo de mudança na sociedade
Enviada em 29/05/2020
Segundo o sociólogo Émile Durkheim, a escola, depois da família, é um mecanismo de socialização, em que incute no indivíduo os valores e os comportamentos socialmente aceito. Não obstante, no cenário brasileiro hodierno, vê-se que os pilares de acesso à igualdade e aos direitos fundamentais dos indivíduos não são garantidos, como proposto pela Constituição de 1988, visto que a educação apresenta obstáculos devido ao sucateamento do ensino, em consequência da negligência do Estado somado a falta de garantia dos direitos humanos, assim, culminando a desigualdade e atraso social.
A princípio, as indagações feitas pelo homem, assim como na Grécia Antiga, por meio de Sócrates, Platão e Aristóteles, possibilitam a procura e o compartilhamento de conhecimentos que são adquiridos ao longo da formação do cidadão, principalmente quando há uma formação educacional, o que proporciona uma sociedade com evolução contínua. De acordo com o filósofo e pedagogo René Rubert, a educação é um conjunto de ações e influências exercidas voluntariamente por um ser humano em outro, normalmente de um adulto em um jovem. Diante disso, a educação deve instruir, a fim de capacitar o indivíduo para o exercício da cidadania, o que é um grande progresso na sociedade.
Por conseguinte, o Brasil é uma das principais economias do mundo, porém há indicadores sociais que o aproxima de países miseráveis, em razão de o desenvolvimento econômico contradizer a ideia de igualdade social, dado que o acesso à educação de qualidade abrande a uma pequena parcela da população com boas condições financeiras, correspondendo assim, ao conceito de globalização como fábula, proposto pelo geógrafo Milton Santos, o qual diz que mundialização invisibiliza acontecimentos sociais, pois a desigualdade social é perversa, o que torna as relações sociais limitadas. Em tal caso, a negligência estatal favorece a perda de oportunidades, a falta de uma educação qualitativa básica é intensificada pelo contexto socioeconômico, o que impulsiona o despreparo profissional e agrava a desigualdade social.
Logo, é notório que medidas devam ser tomadas para obter uma educação qualitativa e igualitária para que haja mudanças sociais. Portanto, para que essa ação seja eficaz, o Ministério da Educação deve criar projetos visando a ampliação dos meios educativos, e em parceria com a escola e a família, propague por meios das vias midiáticas, campanhas informativas e de alerta que tenham o intuito de mostrar a população que a educação é um meio de mudança na sociedade, sendo capaz de mudar cenários sociais, trazer pensamentos críticos e reflexivos acerca da realidade, essa ação deve ser feita por profissionais e formadores de opinião como professores, sociólogos e filósofos, a partir de uma linguagem compreensível de modo que atinja todo o público e que fundamente a ideia de Durkheim.