A educação como veículo de mudança na sociedade

Enviada em 23/06/2020

“A sociedade que esquece a arte de questionar não pode esperar encontrar respostas para os problemas que a afligem”. A frase do sociólogo Zygmunt Bauman – autor de “Modernidade Líquida” -, sugere o principal entrave para a superação dos problemas sociais: a passividade dos cidadãos. Nesse sentido, não é razoável que a educação seja tratada com negligência pelos brasileiros, o que vai de encontro ao pensamento previsto por Bauman. Com efeito, um diálogo entre sociedade e estado sobre a importância da escolaridade como meio de mudança na sociedade é medida que se impõe.

Em primeiro plano, é importante salientar a importância da educação como eixo de mudança na população. De acordo com Paulo Freire – educador e filósofo brasileiro –, a educação não só transforma o mundo, como também as pessoas. Por conseguinte, os indivíduos privados do ensino de qualidade, o que vai de encontro ao pensamento de Freire, jamais poderão mudar a si mesmos, quem dirá ao mundo. Contudo, visto a relevância desse meio, não é cabível que a escolaridade seja realidade de poucos.

De outra parte, é válido ressaltar a maior mídia difusora da educação no século XXI: a internet. O sociólogo Manuel Castells afirma “a internet é – e será ainda mais – o meio de comunicação e de relação essencial sobre o qual se baseia uma nova forma de sociedade que nós já vivemos”. Nesse sentido, é notória a crescente propagação da internet, e, atrelada a ela, o papel educativo e socializador. No entanto, não obstante, existe grande parcela de indivíduos que não possuem essa tecnologia tão imprescindível à aquisição de conhecimento, seja científico, seja cultural, seja informacional.

Urge, portanto, que população e estado cooperem para disseminar a educação em sua plenitude. Cabe ao governo em associação com as Secretarias de Educação, aumentar as aulas de Laboratório de Informática Educativo (LIED), por meio da substituição de aulas tradicionais pelas virtuais, para que assim as crianças consigam aprender a utilizar a internet e se beneficiar de todo conhecimento que vem dela. Ademais, cabe aos familiares e professores incentivarem o público infanto-juvenil a leitura precoce, a fim de se tornarem, no futuro, transformadores do mundo em que vivem, e assim, de fato, cumprirem a máxima de Freire e Bauman.