A educação como veículo de mudança na sociedade
Enviada em 06/09/2019
O modelo de educação ocidental como o conhecemos, escolariza através de obrigatoriedades, currículo centralizado e padronização dos alunos. Desde o século XX, tal sistema expandiu-se ao redor do mundo escolarizando diferentes povos, culturas e tradições. Como efeito, descaracterizou culturas e tradições de sociedades tanto na Ásia e África como no Brasil que sofreram mudanças graves com um sistema que vinha sob veículo de unificação e democratização do mundo, mas, forçou a extinção de idiomas e costumes em prol de uma unidade civilizacional.
A exemplo, colégios na Índia que aderem ao ensino através da língua inglesa proíbem crianças de falar seus idiomas nativos, seja com professores ou colegas, caso não, recebem punições em multas para casa. Acerca disso, constata-se que a suposta “democratização” da educação não passa de de um mecanismo de homogenizar personalidades ao redor do mundo.
Já no Brasil, o ideal de “escola para todos” fez com que o modelo de escolarização promovido pelos currículos do MEC (Ministério da educação) uniformiza-se um padrão educacional capaz de atingir toda a população brasileira. Nesse viés, num país multi étnico e cultural de proporção continental, educação mata a criatividade de muitos cidadãos que poderiam mudar a sociedade com pluralidade de pensamentos.
A saber, o educador Ken Robbins já ressaltava: “Nosso sistema educacional explorou nossas mentes como exploramos a terra: em busca de um recurso específico. E para o futuro, isso não serve.” Logo, afim de mitigar o problema é preciso isto: que o Ministério da Educação, extingua planos nacionais de educação e conceda a secretarias municipais de educação e colégios particulares autonomia total de montar suas grades curriculares a fim de que cada localidade do território nacional tenha uma educação adaptada ao meio em que vive. Por meio disso, a sociedade brasileira mudará com a existência modelos pedagógicos condizentes com a real diversidade da nação.