A educação como veículo de mudança na sociedade
Enviada em 04/07/2020
Na obra “A Cidade do Sol”, do filósofo italiano Thommaso Campanella, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a educação como veículo de mudança na sociedade apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de Campanella. Dessa forma, cabe pontuar tanto a falta de isonomia educacional quanto o egoísmo coletivo como fatores desse contexto antagônico, a fim de revertê-los.
Diante disso, é fulcral pontuar que a carência da garantia ao acesso à educação coletiva deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. À luz dessa ideia, segundo o pensador Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar social da população. Entretanto, tal fato no Brasil não é concretizado devida à baixa ação das autoridades, no que tange a formação estudantil do corpo social. Dessa maneira, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar que a ignorância social atua como promotor para a permanência desse óbice. À vista disso, de acordo com o filósofo grego Epicteto, a educação é um mecanismo de liberdade, ou seja, um instrumento de formação crítica. Não há como negar, portanto, que a ausência do direito à aprendizagem transformou o corpo social em indivíduos ignorantes e incapazes de buscarem reivindicações para modificação desse quadro deletério.
Urgem, pois, intervenções pontuais para sanar a problemática. Logo, cabe ao governo, entidade máxima do poder, promover ações a repeito da educação em meio social com a construção de instituições de ensino e aprendizagem. Tais ações devem ser executadas por intermédio do Ministério da Educação por meio de incentivos fiscais para a conclusão do projeto federal, a fim de tornar a sociedade em seres mais críticos e menos arrogantes. Com tais medidas, espera-se que a utopia do literato seja alcançada.