A educação como veículo de mudança na sociedade
Enviada em 23/10/2020
É necessário olhar para a educação como uma forma de auxiliar e contribuir no crescimento das habilidades humanas já existentes, impô-las com obrigatoriedade como sinônimo de desenvolvimento é forçar a sua capacidade, a singularidade do indivíduo, ainda, excede a compreensão matemática. Nessa lógica, a assertividade do cientista Albert Einstein continua válida: todo mundo é um gênio, e julgar um peixe por sua capacidade de subir em uma arvore é uma estupidez. Com efeito, para promover a mudança na sociedade, há de se desconstruir o desigual ensino e a escassez de emprego.
Em primeiro plano, a desigualdade social é um dos principais percalços para a democratização do ensino no Brasil. A esse respeito, o escritor Machado de Assis disserta: “Não é verdade que o Brasil esteja crescendo rumo a uma sociedade igualitária”. Por conseguinte, não é novidade que o balcão político brasileiro se apoia nas estatísticas, sobretudo, de ensino para persuadir o eleitor no candidato que mais “contribuiu” para essa esfera, mas no fim só nutrem a desigualdade. Não há nada de errado em cita-los, mas é impreterível uni-los com outras variáveis como a taxa de emprego para validá-los. Isso sim é uma aplicabilidade do que configura o ensino como um pré-requisito. Assim, a educação, por si só, não é o que supôs Nelson Mandela de ser a maior arma capaz de mudar o mundo.
De outra parte, o número baixo de emprego figura como outro desafio da questão. Sob tal aspecto, o Jornal Folha em 2019 informou que o número de desempregados com diploma dobrou. Nessa ótica, um dos maiores desafios da educação brasileira não é em obter diplomas, é utiliza-los e dá validade a sua função social. Não é novidade também que um mercado saturado de profissionais qualificados produz um desempregado frustrado. É nesse ambiente que a política brasileira quer enquadrar seus nacionais em dados estatísticos de educação e pouca oferta de trabalho. O problema não é a educação, é o atual cenário do país que desmotiva seus patriotas a progredir nessa direção. Lê-se, pois como grave, diante de tão nocivo cenário, a distorção da realidade brasileira.
Impende, portanto, apresentar caminhos para que a educação cumpra seu principal papel social: o preparo para o emprego. Para tanto, nas mídias sociais – mecanismo para interação digital das pessoas, por meio de debate em um perfil público da rede social Instagram, devem desmotivar esse Slogan de Educação como principal dado nacional para o desenvolvimento, é o emprego que tem esse status, aceitar essa subversão é um equívoco que, infelizmente, já é visto como uma realidade. Não somente isso, é imprescindível também que se valorize, ainda nesse debate, as contribuições dos trabalhadores braçais – pedreiros, mecânicos, cozinheiras– para o país. Feito isso, a utópica afirmação de que a educação muda tudo, ainda que sem emprego, deixará de ser uma falácia nacional.