A educação como veículo de mudança na sociedade

Enviada em 07/11/2020

Em Malhação - Viva a Diferença, telenovela exibida pela Rede Globo, fica evidente a situação em que se encontra o ensino público brasileiro, além disso, salienta o valor da educação na construção de bons cidadãos. No que diz respeito a educação no Brasil, é possível afirmar que é muito menosprezado por muitos e até mesmo pelo próprio Governo, que é notável pela falta de investimentos. Nesse sentido, fica clara a necessidade de melhoras na educação de qualidade para formação de uma sociedade desenvolvida.

Primeiramente, cabe apontar que a educação é um direito de todos e que deve ser assegurado pelo Estado e pela família - segundo consta na Constituição de 1988. Pode-se apontar que, o ensino aos demais é uma forma de inclusão social e tem como propósito buscas por uma melhor qualidade de vida. Entretanto, não é o que a realidade mostra, os investimentos no ensino público ainda são rasos e por consequência não conseguem suprir as demandas que a população precisa. Vale a pena mencionar também que, embora o Brasil tenha uma porcentagem superior nos investimentos na educação em relação aos países desenvolvidos - membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) - o país tem uma média de investimento por aluno baixa, conforme explica a organização Todos Pela Educação. Dessa forma, fica evidente a necessidade dos aumentos nas aplicações para o ensino público de excelência.

Outra questão tange a importância da presença da criança e do adolescente dentro da escola, o que influi ,com certeza, nos rumos da educação no Brasil. De acordo com Anísio Teixeira - idealizador da escola pública no Brasil - ele diz: " Sou contra a educação como processo exclusivo da formação de uma elite, mantendo a grande maioria da população em estado de analfabetismo e ignorância". Esta frase revela a situação do acesso à educação no Brasil, segundo dados do relatório Pobreza na Infância e na Adolescência de 2018 - criado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) - 20,3% das crianças e dos adolescentes de 4 a 17 anos têm o direito à educação violado, onde 6,5% estão fora da escola, em privação extrema.

Portanto, são necessárias medidas eficazes e de longo prazo para findar tais problemas. Para isso, cabe ao Governo Federal em união com o Ministério da Educação buscarem soluções como, a melhor distribuição dos investimentos para os alunos, é claro, garantindo o melhor nível de qualidade de ensino. Além disso, é essencial que sejam ampliadas as propagandas que incentivem as famílias a inserirem seus filhos na escola com o propósito de preservar a educação da criança ou adolescente. Dessa forma, será possível formar cidadãos críticos e formadores de opiniões.