A educação como veículo de mudança na sociedade

Enviada em 05/11/2020

Até o período de transição do feudalismo para o capitalismo, o ensino era atrelado á igreja e focado na formação do clero e da nobreza. No momento dessa transição, foi exigida por parte da burguesia que a educação fosse instruída para todos os homens, surgindo assim o foco no ensino técnico, preparando os homens para trabalharem no modo de produção capitalista. Dessa forma, é possível compreender que o ensino era ministrado de acordo com os ideais da época, formando os homens de acordo com a necessidade. Posto isto, disserta-se sobre a educação como propagador de mudança na sociedade e a deficiência sócio-educacional encontrada, sobretudo, no Brasil.

A influencia da educação na formação ético-social da humanidade pode ser contemplada através de dados informativos e comparativo estudados pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul e pela IPEAS, que revelou que quem estuda mais, por exemplo, tem menos chance de se envolver em casos de homicídios hediondos. Foi evidenciado ainda, que a cada 1% a mais de jovens fora da escola, a taxa de homicídios aumenta em 2% na região, e que a expectativa de vida de quem tem ensino superior  é 15,9% maior de quem não possui.

Outro problema enfrentado no país são os desvios financeiros que dão a população uma estrutura escolar precária e um ensino incompleto e defasado, motivando milhares de alunos a abandonarem as instituições de ensino para uma vida nas ruas. Outro fator motivador, engatado ao anterior, para a defasagem de ensino se encontram na falta de participação na vida escolar das crianças por parte das famílias, que são realizadas por apenas 12% dos familiares segundo a Agência Brasil. Desse modo, os alunos não encontram em casa, o incentivo para dar continuidade aos estudos.

Posto isso, fazem-se necessárias mudanças no cenário governamental e populacional. Para o governo, é imprescindível a ação do Ministério da Cultura e Educação para a criação um órgão responsável pela monitoração das verbas destinadas a educação, objetivando o fim dos desfalques constantes, além do aperfeiçoamento dos programas  assistenciais para jovens com pouca estrutura familiar,como o menor aprendiz e a polícia mirim, motivado-os a seguirem com seus estudos. Há ainda, a ampliação e criação de programas de Ressocialização para detentos, visando queda nos índices de criminalidade e evitando que esses internos retornem as penitenciárias. Já para a população, é preciso que haja um maior envolvimento familiar na vida escolar dos filhos, comparecendo nas reuniões programadas pela escola e priorizando os estudos na vida da criança.