A educação como veículo de mudança na sociedade
Enviada em 07/11/2020
Nas últimas décadas as novas mídias e o acesso ilimitado as redes móveis possibilitaram o avanço na estrutura educacional. Entretanto, com os processos denominados “revoluções industriais” e a ascensão do capitalismo, o mundo vem demasiadamente priorizando produtos e mercado em detrimento de valores humanos, como a educação. Dessa forma, tal problemática se deve, sobretudo, a pós-modernidade e por ser pouco discutida no eixo governamental. Nesse contexto, apesar da democratização da educação, sobretudo em alguns países, ter ajudado a orientar o indivíduo em como se comportar em sociedade, essa problemática tem sido, por grandes países, negligenciada no âmbito governamental.
Enquanto a Europa passava pelo Renascimento e pela expansão do conhecimento em meados do século XVI, o Brasil era explorado pelos colonizadores em uma sociedade escravagista e produtora, com pouca ou nenhuma produção educacional. Séculos mais tarde, com o advento da Revolução Industrial e posterior ascensão do modelo capitalista, o ideal de sucesso surgiu ligado ao trabalho e a produção em detrimento da construção do conhecimento. Estes fatores corroboram para um histórico que transcorreu os séculos e perdurou na cultura até os dias atuais, explicitando o atual cenário de relegação do sistema educacional no país. Tal fato é ratificado ao observar-se a crença social que diz “Criança deve trabalhar desde cedo para não se tornar bandida”. Este posicionamento demonstra a visão populacional sobre papel secundário do processo educativo para formação do cidadão e para o desenvolvimento do país.
Se não bastasse a descaso histórico, o país não investe o suficiente em educação além de não alocar os recursos adequadamente, haja visto os cortes previsto pela Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Este fato compromete a manutenção das instituições educativas além de limitar a formação de crianças e adolescente no país, violando, integralmente, os direitos fundamentais à educação e à dignidade humana; especialmente aqueles previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Nesse ínterim, portanto, medidas são necessárias para reverter este quadro. É dever do Poder Público, gestor dos interesses coletivos, garantir maiores investimentos à educação além de uma gestão eficiente que permita a todos o acesso às instituições educativas. Cabe ainda à sociedade, a promoção de fóruns de debate sobre a temática com propostas de melhorias e de fiscalização quanto as diretrizes previstas no ECA.