A educação como veículo de mudança na sociedade

Enviada em 04/11/2020

Segundo Nelson Mandela: “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para salvar o mundo.” Tal citação do pai da moderna nação sul africana, foi dita em um país que apenas se desenvolveu através da luta contra o segregacionismo, sobretudo devido ao ensino. Nesse sentido, no que tange à questão da “educação como veículo de mudança da sociedade”, é necessário a discussão acerca dos problemas de falta de investimentos na educação e de desigualdade social no Brasil.

Primeiramente, para que uma nação seja bem sucedida, é necessário que haja o maior conhecimento em toda a população. Ao adquirir sabedoria, o indivíduo analisa e cria seus pensamentos críticos e opiniões, o que torna-o capaz de debater saudavelmente em sociedade, desenvolvendo-a. Contudo, no Brasil essa realidade não é possível, pois não existe escolas e universidades para todos, e se há, são de baixa infraestrutura e qualidade. De acordo com um estudo realizado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), no ano de 2016 o Brasil investiu cerca de 4,2% do Produto Interno Produto na educação, pouco para a vivência desigual instalada no país.

Ademais, em 2018 o Brasil passou para a 9° colocação entre os 198 países mais desiguais do mundo, de acordo com a ONG Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Apesar de ter uma relação econômica alta, esse número mostra que as relações monetárias dentro do país são desproporcionais. Cerca de 30% da população é dono de 70% da renda, e 70% detém de 30%. As desigualdades sociais presentes no país são consequência do capitalismo instalado há alguns anos na sociedade moderna, que desproporcionou ainda mais a realidade brasileira. Logo, para mudar, é necessário um bom investimento na educação e sabedoria do povo.

Portanto, é evidente que a educação é crucial para a mudança de uma sociedade, e é necessário levar o conhecimento para toda a população. O Governo, seja ele Federal, Estadual, ou mesmo Municipal, deve criar empregos para o sustento familiar; direcionar mais verbas para a construção de escolas, principalmente de áreas periféricas, desde o ensino primário; e utilizar meios para dar ênfase da importância de aprender, por meio de palestras, folhetos educativos e campanhas escolares, por exemplo, projetos de leitura, teatro e trabalhos culturais em campo. A mudança acarretará no desenvolvimento do bem-estar da população de todas as classes sociais. Somente desta forma o país prosperará em todos os âmbitos coletivos.