A educação como veículo de mudança na sociedade
Enviada em 09/11/2020
O século XVIII, conhecido como “Século das Luzes”, ficou marcado pelo destaque da corrente iluminista na Europa. Dentre as características desse movimento, estava a valorização da razão, a contestação da ordem vigente e a confecção de livros e enciclopédias para levar esclarecimento às pessoas. Não demorou muito, portanto, que tais ideais fossem propagados por diversas partes do globo e influenciassem revoluções por onde chegassem. Dessa forma, fica clara a importância da educação como forma de alcançar mudanças na sociedade.
Em primeiro lugar, é relevante ressaltar a maneira como a propagação do conhecimento consegue alterar os níveis de criminalidade de uma população. Países que investem veementemente em educação possuem como resultado os menores índices de violência e a elevação dos indicadores sociais, como é o caso da Islândia e da Suécia. Ainda que o crime seja considerado um fato social por Émile Durkheim, ou seja, que exista em todas as sociedades, é possível, através da educação, impedir que uma realidade inevitável se torne patológica e acabe com a paz e a ordem coletiva.
Ademais, a pouca valorização da educação como agente de transformação social encontra terra fértil na falta de empatia da sociedade. Na obra “modernidade líquida”, Zygmunt Bauman expressa que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Em virtude disso, há a falta de empatia, pois para entender problemas coletivos é necessário deixar de olhar apenas para si. Essa liquidez que influi sobre o valor da educação nas mudanças sociais do Brasil impede sua resolução, pois a sociedade tem uma visão limitada da escola, negligenciando a mesma como transformadora de contextos sociais.
Em suma, podemos notar o quão imprescindível é a educação para a construção de uma sociedade mais digna. Para que se obtenha resultados mais satisfatórios, os Governos devem ministrar uma maior parte do Produto Interno Bruto do Estado para o Ministério da Educação, que poderá potencializar o sistema de ensino do país, e, aliado à mídia, podem propagar, por meio de comerciais e palestras em instituições educacionais, a valorização da questão de gêneros e da diversidade de etnias existentes. Fazendo isso, as sociedades se tornarão lugares melhores para se conviver.