A educação como veículo de mudança na sociedade

Enviada em 07/11/2020

A Constituição brasileira de 1988 assegura a todos os indivíduos o direito à educação, sendo dever do Estado e da família. Isso porque esse mecanismo atua no desenvolvimento das pessoas, no exercício da cidadania e na preparação para o mercado de trabalho. Entretanto, essa garantia é deturpada não só pela falta de investimento, mas também por questões infraestruturais. Logo, faz-se imperiosa a análise dessa conjuntura, com o intuito de mitigar os entraves para a consolidação dos direitos constitucionais.

A priori, é relevante ressaltar a maneira como a propagação do conhecimento consegue alterar os níveis de criminalidade de uma população. Países que investem veementemente em educação possuem como resultado os menores índices de violência e a elevação dos indicadores sociais, como é o caso da Islândia e da Suécia. Ainda que o crime seja considerado um fato social por Émile Durkheim, ou seja, que exista em todas as sociedades, é possível, através da educação, impedir que uma realidade inevitável se torne patológica e acabe com a paz e a ordem coletiva.

Outrossim, sabe-se que os déficits infraestruturais nas escolas comprometem a qualidade do ensino. Análogo à Terceira Lei de Newton, em que para cada força aplicada há uma reação de igual intensidade, a baixa remuneração dos professores, a ausência de material didático e a defasagem tecnológica tem como reação o baixo aprendizado dos alunos. Nesse contexto, a educação não consegue atuar de maneira efetiva para a mudança na sociedade. Como prova disso, cerca de 1,3 milhões de jovens abandonam os estudos escolares, consoante a pesquisa realizada pelo EBC. Dessa forma, nota-se que o amadurecimento crítico e a profissionalização desses alunos serão comprometidos.

Torna-se evidente, portanto, o quão imprescindível é a educação para a construção de uma sociedade mais digna. Para que se obtenha resultados mais satisfatórios, os Governos devem ministrar uma maior parte do Produto Interno Bruto do Estado para o Ministério da Educação, que poderá potencializar o sistema de ensino do país, e, aliado à mídia, podem propagar, por meio de comerciais e palestras em instituições educacionais, a valorização da questão de gêneros e da diversidade de etnias existentes. Fazendo isso, as sociedades se tornarão lugares melhores para se conviver.