A educação como veículo de mudança na sociedade
Enviada em 09/11/2020
O renascimento, movimento criador das telas “O nascimento de Vênus”, “Mona Lisa “, da medicina moderna e de uma novo modo de sociedade menos desumana e menos pobre . Mas o que possibilitou o surgimento do renascentismo? Segundo a historiografia, as universidades livres, que ensinavam todos os tipos de matérias, serviram de base para essa mudança sociocultural. Porém, no Brasil atual, a educação não tem o mesmo papel transformador da sociedade. Nesse sentido, isso ocorre, principalmente, devido a metodologia educativa ser moldada pelos conteúdos cobrados nos vestibulares e pela escola não valorizar ações para a melhora social.
A priori, é importante destacar que uma educação cujos assuntos ministrados e métodos de ensino são moldados pelas matérias cobradas nos “Vests” federais não ensinam a contribuir com a sociedade, apenas ajudam a resolver questões quase sempre inúteis à humanidade. Concorda com isso o nacionalmente conhecido educador Rubem Alves, que diz que a “sombra” dos vestibulares sobre a as escolas é um enorme problema para a educação brasileira. De modo explicativo, isso é uma problemática pois o modelo de ensinar, em que um saber cientifico, matemático ou linguístico são expostos como ferramenta única de resolução de um problema de prova, traz a sensação que esses tópicos não servem a sociedade, logo, eles não são usados como ferramenta transformadora. Desse modo e visto que a sociedade “continua na pior”, sem a mudança trazida pelo bom emprego do saber, medidas devem ser tomadas para resolver esse problema.
Além disso, vale ressaltar que a baixa valorização da escola ao agir para mudar a sociedade com ações filantrópicas, militância e etc causa um entrave na sociedade brasileira. Nesse cenário, Paulo Freire, referência educacional do país, argumenta que apenas a educação pode mudar a sociedade. Isso pois a educação a qual Paulo falava não é aquela em que se decora estudos de todas as áreas do conhecimento, mas aquela que é construída pelo aluno. Portanto é preciso encontrar meios de promover esse tipo de educação
Logo, cabe ao ministério da educação (MEC) adotar um sistema de aprovação nas universidades baseado no sistema Olistico, em que o histórico de vida do aluno é “levado em conta”, como participação em movimentos sociais, medalhas ganhas em olímpiadas científicas, histórico comportamental e etc. Nesse perspectiva, essa ação deve ocorrer por meio da edição dos planos de ensino, em que as provas serão parte minoritária da avaliação escolar, de modo a dar lugar ao contribuições cientificas e artísticas dos alunos. Desse modo, essa ação terá por finalidade construir um ensino que verdadeiramente prepare o aluno para contribuir com o a mudança da sociedade brasileira para melhor.