A educação como veículo de mudança na sociedade
Enviada em 07/11/2020
O livro “O Cidadão de Papel”, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as mazelas do Brasil contemporâneo. Nesse sentido, os impactos sociais causados pelo processo educacional estão em pauta na atualidade. Sendo assim, o analfabetismo e a falta de inovação durante a aprendizagem são fatores que colaboram para o agravamento do entrave, que precisa de resolução urgente.
Primeiramente, cabe ressaltar que o nível de escolaridade do indivíduo influencia diretamente na sociedade. Desse modo, a pessoa não alfabetizada não possui as mesmas oportunidades de emprego e, consequentemente, qualidade de vida em comparação àquela que teve sua total formação acadêmica. A exemplo disso, há o fato de existir cerca de 13 milhões de brasileiros que não sabem ler nem escrever, e por isso sua renda é menor em comparação aos demais escolarizados, e ocupam cargos de menor complexidade. Então, entende-se que a educação é uma forma de melhorar a qualidade de vida da população.
Em segundo lugar, os métodos de ensino defasados contribuem para fenômenos como a evasão escolar e ou a não compreensão dos conteúdos disponibilizados em sala de aula. Nesse viés, os alunos não se sentem atraídos pelo ensino e abandonam o curso, isso acaba por fortalecer problemas sociais como o desemprego, a pobreza, desigualdade social e violência, pois o crime organizado oferta condições de sustento à esses indivíduos. Isto é, o resultado conquistado fora das atividades escolares é mais rápido em relação ao promovido após muito tempo de estudo. Logo, compreende-se que o sistema de ensino é um obstáculo que intervém na dinâmica social da nação.
Em suma, a problemática ainda existe e necessita de reflexão. Deste modo, cabe ao Governo, a partir do Ministério da Educação, renovar a maneira como as instituições de ensino devem funcionar, por meio de inspiração e implantação de resultados obtidos em países estrangeiros que conseguiram uma maior eficácia no estilo de instrução, com o objetivo de diminuir a evasão escolar (e os transtornos em decorrência dela), além de que à longo prazo essa atitude resultará numa sociedade mais igualitária e com maior capacitação técnico-científica. Portanto, poder-se-á atenuar a realidade atual próximo ao discutido por Dimenstein em sua obra “O Cidadão de Papel”.