A educação como veículo de mudança na sociedade

Enviada em 09/11/2020

O Movimento da Fraternidade é um movimento iniciado pela Igreja Católica desde 1962. Seu objetivo é levantar questões que requerem debate e reflexão anuais. O tema “Fraternidade: igreja e sociedade” de 2015 abordou a importância da escola nas mudanças que o mundo precisa. O destaque do movimento reforça a necessidade de incluir a educação nessas transições, que embora seja básica, hoje não é tão expressiva.

Primeiro, é necessário compreender o verdadeiro valor das instituições educacionais e como elas podem ajudar a resolver os problemas da era atual. No contexto de aumento da desigualdade, discriminação e violência, não é apenas importante, mas também crucial, iniciar uma mudança na escola. O importante educador e filósofo Paulo Freire confirmou essa correlação quando teve certeza de que uma sociedade sem educação não mudaria. Porém, é fácil perceber que essa importância não tem sido reconhecida pelas pessoas, e o papel desta instituição tem sido ignorado em nosso país.

Embora Freire tenha destacado sua importância, esse tipo de função docente não é uma prioridade hoje. A idade da competição, o vestibular e o valor do ensino superior se espalharam pelas escolas e todo conteúdo ministrado em sala de aula tem um único objetivo: a aprovação. A pauta das aulas não inclui mais campanhas de arrecadação de alimentos, visitas a instituições e discussões sobre direitos humanos. Se não houver motivação para realizar essas atividades, não há razão para entender o valor do meio ambiente na mudança social. Portanto, a mudança não deve partir apenas da causa, mas também deve estar ciente da importância.

Portanto, percebe-se que, apesar de sua vital importância, o Brasil ainda não desempenhou o papel transformador da educação, sendo necessário não apenas compreender a relevância, mas também encontrar ferramentas para essas ações nessas instituições. Nesse sentido, governo e mídia podem trabalhar muito para difundir valores. Campanhas que cobram escolas devem ser promovidas por meio da mídia. Além disso, as ONGs e as próprias famílias devem exigir que voltem a atuar na sociedade para que o que Paulo Freire disse faça sentido, e o movimento da fraternidade faça com que o próprio cartaz e a própria igreja cheguem ao mundo.