A educação como veículo de mudança na sociedade

Enviada em 05/01/2021

No século XX, Paulo Freire, patrono da educação brasileira, em seu livro A Pedagogia do Oprimido, afirmou que a educação é o principal meio de transformação social, gerando a consciência de igualdade e liberdade. Contemporaneamente, no Brasil, as visões de transformação social por intermédio da disciplina não são aplicadas no precário sistema educacional, dessa maneira, provocando a desigualdade e a estagnação social. Com efeito, a educação é um meio importante para a mudança social, por proporcionar o pensamento crítico e empírico, porém ela é atravancada pelo desinteresse do Estado em promover programas socio-educativos, como ‘‘apps’’ que visa o aprendizado, e pela falta de investimentos na infraestrutura das escolas públicas.

Em uma primeira análise, sob a ótica política, a falta de interesse dos representantes quanto à criação de programas e aplicativos educativos que aspirem à pedagogia, contribui para o aumento da desigualdade no país. Segundo Gregório de Matos, escritor brasileiro do período colonial, o Estado brasileiro era movido pelo interesse particular dos governantes e do capital externo. Tal qual, essa prática se mantém engendrada nos costumes da política brasileira. Dessa forma, perpetuando o ‘‘status quo’’ da desigualdade social.

Ademais, a falta de investimentos na infraestrutura escolar deve-se à política desmanteladora dos últimos governos, em que os serviços públicos são desvalorizados. De acordo comJohn Locke, filósofo inglês do século XVII, mediante a Teoria do Contrato Social, os seres humanos são detentores de garantias e direitos fundamentais, como o direito à dignidade e à liberdade. Entretanto, as ideias de Locke não são empregadas no maquinário estatal, à medida que há a política da privatização e desconstrução do sistema público. logo, a imobilidade social, concebida pela falta de investimentos nas academias públicas de ensino.

Em resumo, o desinteresse estatal em implementar programas socio-educativos, em paralelo com o desmonte público, fomentam o panorama de desigualdade no Brasil. Por esse motivo, o governo federal, por meio do Ministério da Educação, em parceria com empresas privadas de tecnologia e pedagogia, deve criar programas e aplicativos digitais gratuitos com intuito pedagógico para aumentar o alcance do sistema educativo. Além disso, as secretarias estaduais de educação devem parar de secundarizar pautas relativas à educação, e recorre ao governo um aumento do teto de gastos relativos à área de ensino, desse modo melhorando a infraestrutura das escolas. Dessarte, as transformações sociais advindas da educação, descritas por Paulo Freire, possam ocorrer plenamente no Brasil, assim promovendo a justiça social.