A educação como veículo de mudança na sociedade
Enviada em 02/04/2021
No filme “A Sociedade dos Poetas Mortos” o professor John Keating estimula o pensamento crítico e autônomo dos alunos e os ajudam a enxergar o mundo de um ponto de vista diferente. Apesar de ser uma obra cinematográfica, a temática se encaixa diretamente na atualidade, visto que assim como é retratado na ficção, a educação é uma ferramenta capaz de gerar mudanças na sociedade. Neste contexto, é necessário haver a democratização desta e o investimento em infraestruturas escolares para que, assim, ela possa cumprir seu papel como agente transformador.
A princípio, vale destacar que a Constituição Federal de 1988 garante direitos igualitários a todos os cidadãos. Entretanto, o que se observa é a violação destes, haja vista a ausência de democracia no acesso à educação perdura como um obstáculo para a garantia de uma sociedade igualitária e justa. Isso ocorre, pois, apesar de sua inegável importância tanto para a construção do indivíduo quanto para a promoção da equidade coletiva, a desigualdade social impede que muitos tenham acesso a um ensino de qualidade e até mesmo às instituições. Dessa forma, o que deveria ser um mecanismo capaz de mudar a realidade daqueles que se encontram marginalizados socialmente, contribui para a perpetuação de um ciclo em que os direitos são garantidos apenas àqueles com poder aquisitivo alto.
Ademais, é imprescindível salientar que a falta de infraestrutura educacional compromete o processo de aprendizagem e o desenvolvimento de estudantes com pensamento crítico necessário para conseguirem discernir as mazelas presentes na sociedade e a buscarem mudanças. Tal questão acontece, uma vez que sendo a escola a principal fonte de educação e informação de muitos jovens, quando esta não fornece aos alunos as ferramentas necessárias para a reivindicação dos direitos destes, muitos acabam sofrendo passivamente os efeitos das disparidades de “privilégios” presentes na realidade brasileira. Desta forma, tal problemática pode ser ratificada pelo pensamento do cientista Benjamim Franklin que acreditava que investir em conhecimento geraria os melhores rendimentos. Por isso, a necessidade de se garantir uma educação de qualidade para se promover modificações sociais.
Evidencia-se, por conseguinte, que garantir os direitos essenciais e a implementação de políticas de investimento faz-se imprescindível na defesa da educação como veículo de mudança coletiva. Nesse sentido, cabe ao Governo Federal disponibilizar parte da verba arrecadada em impostos, por meio de cortes orçamentários em áreas não tão necessitadas, para a criação e reforma de centros escolares em regiões periféricas, no intuito de democratizar o acesso ao ensino. Além disso, cabe às Secretarias de Educação, de cada cidade, fiscalizar a infraestrutura das escolas do município, de modo a garantir a presença de material de qualidade e educadores suficientes, assim, para solucionar tais adversidades.