A educação como veículo de mudança na sociedade
Enviada em 15/01/2022
Segundo o artigo quinto da Constituição Federal de 1988, um dos principais direitos civis é a educação escolar promovida pelo Estado e a família. Tal premissa se justifica ao se observar que a educação não apenas é um conjunto de conhecimentos, mas sim de ferramentas para aprender. Tal conjunto deve permitir ao indivíduo trabalhar ou entender novos conhecimentos. Apesar disso a educação brasileira permanece engessada e não abraçou o tratamento ao indivíduo e as novas ferramentas digitais como deveria. Portanto, para retificar a educação a seu patamar legítimo de veículo de mudança social, é necessária uma análise que destaque suas falhas e proponha melhorias.
A este propósito, em primeiro lugar, a educação não se resume a entregar peixes, mas mais do que nunca a ensinar a pescar. Justifica-se com isso que a educação atual precisa englobar as ferramentas digitais, como a Internet. A tal, um primor tecnológico, reduz a distância entre o indivíduo e o conhecimento e com isso deve ser indexada ao repertório de aprendizagem. A negação no ensino de como utilizar os meios digitais, promove o uso perigoso e potencialmente marginalizante dos mesmos.
Ademais, é preciso deixar de negar a condição do analfabetismo funcional. Tal realidade é alavancada por sistemas que recompensam professores por aprovações de alunos, mediante regras do próprio Governo. O resultado é que ficou comum a obtenção de títulos de educação básicos, por pessoas analfabetas funcionais. O impacto disso é tão profundo que pode ter relação com o crescente aumento de desemprego. Isso pois, como revelam índices de 2013, no jornal O Globo, há aumento percentual da alfabetização - diplomação no ensino básico. Entretanto, mesmo com o suposto aumento, o desemprego se promulga e aumenta, o que demonstra que, ou o ensino dito básico é insuficiente, ou ele não chega aos diplomados com a mesma horizontalidade.
Diante do exposto e a fazer jus para com a constituição federal, é necessária uma solução que eleve novamente a educação à veículo de mudança social efetivo. Para isso é necessário que o Governo Federal, por meio de seu Ministério da Educação e Cultura, promova a criação de políticas públicas junto ao Congresso. Tais políticas e leis devem visar reforço de um comportamento mais analítico dos professores, bem como a maior incorporação de mecanismos digitais nas ementas educacionais. Através dos professores, deverão ser realizados diagnósticos de indivíduos com analfabetismo funcional, e os mesmos deverão participar de um ensino especial ou aulas extraclasse que os recuperem. Com os diagnósticos precoces, direcionamento, e o adequado ensino dos meios digitais, a educação voltará a guiar a sociedade a partir de suas bases.