A educação como veículo de mudança na sociedade

Enviada em 17/02/2022

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê no seu artigo nº 5 o direito à educação inerente a todo brasileiro. No entanto, trazendo ao contexto atual, é notório que no Brasil não tem ocorrido dessa forma. Sendo assim, indivíduos das camadas sociais mais baixas são os mais afetados, levando em consideração que recursos governamentais não são destinados às esferas mais pobres e nas zonas rurais. Nesse sentido, algo que também corrobora para a escassez de conhecimento é a desigualdade social.

Sob essa análise, no livro “O Cidadão de Papel” de Gilberto Dimenstein, o autor defende que o Brasil é uma sociedade em que a legislação não funciona eficientemente, visto que temos diversos direitos que só estão no papel e não são cumpridos na realidade, ou seja, são violados. Essa analogia encaixa-se perfeitamente com a realidade do povo brasileiro, uma vez que milhares de pessoas são privadas de frequentarem o âmbito escolar, seja por falta de recursos ou porque não têm fácil acesso à escola, algo bem comum nas cidades mais pobres do Nordeste, região em que é concentrada a maior porcentagem de analfabetos, segundo o IBGE.

Ademais, em “Eichmann em Jerusalém”, da filósofa alemã Hannah Arendt, diz que as pessoas passaram por um processo tão grande de massificação e alienação ao ponto de nem perceberem mais os problemas que estão enraizados na sociedade. Assim tem acontecido no Brasil, a desigualdade tem sido tão crescente e banalizada, resultando em um male da sociedade, e um problema social que ainda não teve uma solução.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para que o impasse seja resolvido. Para que a educação seja usada como um veículo de mudança na sociedade, urge que o Ministério da Educação (MEC) elabore e promova projetos de incentivo aos estudos por todo o território brasileiro, criando mídias e espalhando a notícia pelos mais variados veículos de informação: revistas, jornais, internet, por exemplo. Contudo, ofertando também premiações para quem se destacar, afim de gerar mais estímulo no público. Somente assim, teremos uma sociedade divergente e melhor que as relatadas por Gilberto e Hannah.