A educação como veículo de mudança na sociedade
Enviada em 01/05/2022
Segundo Nelson Mandela, líder político, a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo. Entretanto, nota-se, na contemporaneidade, um descaso com o sistema educacional brasileiro, o que desencadeia uma dificuldade em torná-lo um veículo de mudança na sociedade. Destarte, a falibilidade legislativa estimula a continuidade de tal problemática ao não corrigir nem as distorções pedagógicas do Ensino Básico nem as deficiências infraestruturais nas escolas.
Primeiramente, vale mencionar que a discrepância entre a formação dos alunos de unidade pública e privada culmina no aumento de desigualdades sociais. Assim, os jovens de famílias humildes tendem a continuar vivendo em péssimas condições, visto que as portas para a mobilidade social são fechadas. Sob essa ótica, na obra “O Cortiço”, de Aluísio Azevedo, é retratado o local insalubre em que pessoas desprestigiadas socialmente precisam viver por não ter condições financeiras para alugar casas no centro da cidade. Logo, o livro mostra as consequências de um sistema elitista, dado que a construção do cortiço poderia ter sido evitada se o acesso à educação de qualidade não fosse para uma minoria privilegiada.
Ademais, a ausência de materiais didáticos e equipamentos nos colégios acarretam em um processo de aprendizagem defasado. Nesse aspecto, os estudantes têm seus estudos prejudicados e não conseguem ocupar lugar de destaque no mercado de trabalho em razão de, na maioria das vezes, o ensino básico ofertado não ser suficiente para ingressar em uma faculdade. Sob esse viés, o pedagogo Paulo Freire afirma só haver mudança na sociedade se a nuance educacional for prioridade do Estado. Dessarte, o Poder Público negligencia a manutenção das unidades públicas no local principal em que as transformações coletivas ganham forma.
Infere-se, portanto, a necessidade de corrigir os déficits nas escolas, principalmente nas municipais e estaduais. Diante disso, é imprescindível que o Governo associe projetos de assistência social, por meio de parcerias privadas e de ONGs, às escolas de maior vulnerabilidade socioeconômica a fim de nivelar o aprendizado dos estudantes de todos os sistemas de educação do Brasil e fornecer as mesmas oportunidades a eles. Por conseguinte, a educação será, de fato, usada para promover mudanças no mundo, e a colocação de Nelson Mandela se concretizará.