A educação como veículo de mudança na sociedade
Enviada em 09/06/2023
Gilberto Dimenstein, em sua obra “O cidadão de Papel”, tece uma crítica ao sistema vigente, o autor traz a definição de cidadão de papel ao indivíduo inexistente aos olhos do Estado, o que impossibilita o seu acesso aos direitos normativos. Lamentavelmente, a educação é um direito negligenciado, e o impacto disso na sociedade brasileira aborda: a estagnação do desenvolvimento do país e a alienação em massa. Assim, faz se necessário uma compreensão do problema bem como a busca de soluções para resolvê-lo.
Em primeira instância, vale ressaltar a importância da educação como veículo de mudança na sociedade, esta, é responsável por garantir o ensino das crianças, para que possam se tornar aptos à exercer uma função social. O acesso a escola é uma norma garantida pelo Estatuto da criança e do adolescente(ECA) e pela Constituição Federal de 1988, a qual não está sendo cumprida e, assim, prejudica o futuro da economia do Brasil, já que, desse modo não haverá profissionais competentes, paralisando o crescimento do país.
Além disso, usando como base a teoria da modernidade líquida de Bauman; que retrata a banalização da vida, a alienação da população quanto a importância da educação para a mudança na sociedade é uma questão que precisa de uma intervenção. A fala de Paulo Freire: “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda” ressalta a necessidade da conscientização e colaboração para o recohecimento de tal importância.
Infere-se, portanto, que a não valorização da educação como veículo de mudança na sociedade é um mal existente. É então, fundamental a ação do poder público, por meio do ministério da educação, de reforçar políticas de incentivo à frequentar escolas e, fiscalizar essa presença, para garantir a educação e prevenir o atraso do país. Ademais, por meios midiáticos, deve-se haver a divulgação dos efeitos consequentes da irrelevância dada ao tema. Assim sendo, é de extrema importância essa intervenção, para que os indivíduos brasileiros deixem de ser invisíveis e tenham acesso e valorizem seus direitos, diferindo da realidade contada por Gilberto.