A educação como veículo de mudança na sociedade
Enviada em 26/04/2023
A educação, muitas vezes, é vista como algo importante apenas para passar de ano ou seguir uma profissão. No entanto, não se limita ao âmbito escolar. Ela é essencial para a formação de cidadãos e sociedades, sendo o governo seu provedor. Porém, se é tão importante assim, por que ainda hoje há um grande número de pessoas analfabetas ou com o ensino incompleto?
A falta de acesso à educação, essencialmente de pessoas na extrema pobreza, não é novidade nenhuma, contradizendo o que diz o artigo 205 da Constituição Federal: a educação é um direito de todos e dever do Estado. Isso se dá, primordialmente, devido à falta de investimento nesse ramo. Em 2022, o orçamento da Educação teve corte de R$ 802,6 milhões. Muitos alegam ter algum interesse político por trás, pois “é muito mais fácil manipular pessoas sem conhecimento”, ocorrendo frequentemente nas regiões Nordeste e Norte, em que têm cerca de 25,3% da população brasileira com analfabetos funcionais.
Ademais, esse déficit prejudica a vida profissional dessas pessoas. Pode-se perceber isso através da fala da coordenadora pedagógica do Sesi/RN (Serviço Social da Indústria do Rio Grande do Norte), Mirtes Trigueiro. A profissional explica que a maioria dos trabalhadores sem letramento se encontra em construção civil e casa de família em decorrência de que essas áreas não exigem conhecimentos específicos. Ainda, destacou que eles apresentam risco para empresas na questão do risco de acidente de trabalho, pois a maioria dos trabalhadores não compreendem as normas e são facilmente manipulados por elas por não conhecerem seus direitos.
Por conseguinte, a solução imediata é a união dos Ministérios da Educação e do Trabalho com o Governo Federal para fiscalizar corporações que estão explorando esse tipo de trabalhador e não cumprindo a lei - o grande número de acidentes de trabalhos, como já citado. A longo prazo, o Governo deve oferecer as condições para as crianças conseguirem concluir o ensino e incentivar os adultos a frequentarem programas como o EJA (Educação de Jovens e Adultos) e o ProJovem Urbano.