A educação como veículo de mudança na sociedade

Enviada em 27/07/2023

Em “Otelo”, obra literária do dramaturgo inglês William Shakespeare, é narrada a hisória de Otelo, general mouro a serviço do reino de Veneza. Na trama, Iago - alferes veneziano, afirma que as relações humanas, em sua gênese, são dotadas de ações prejudiciais à harmonia coletiva, mecanismo utilizado pelo autor para exaltar o teor retrógrado da comunidade. Paralelamente, a invalidação da edução como veículo de mudança na sociedade também é um retrocesso para o cenário brasileiro. Nesse ínterim, entende-se o descaso estatal e o obscurantismo de informação como causas do obstáculo.

De início, é lícito pontuar a inoperância do Estado como potencializador do entrave. Isso porque, embora os direitos básicos em relação ao ensino fundamental seja um direito do cidadão brasileiro, a existência de agravantes que impedem o indivíduo de receber maior montante de conteúdo intelectual, inviabiliza a ocorrência de mudanças na sociedade. Tais transtornos, persistem em decorrência da pouco atuação do setor governamental no quadro brasileiro. À luz dessa perspectiva, segundo Abraham Lincoln, 16º presidente dos Estados Unidos, uma nação jamais atingirá equilíbrio total enquanto toda pessoa não estiver inclusa na sociedade. Desse modo, é revoltante que o aparelho estatal dificulte os meios pelos quais a educação libertaria o indivíduo da estagnação social vigente.

Outrossim, a negligência de informações sobre o tema alastra suas consequências pela nação. Diante disso, consoante à visão de Jurgen Habermas, sociólogo alemão, a linguagem é uma forma de ação. Nessa narrativa, a falta de debate sobre como a sociedade estaria sujeita a transformações, caso houvesse maior uso da educação, estende a problemática pelo país, visto que torna-se inviável combater um imbróglio do qual não se tem conhecimento. Dessa maneira, é inadmissível que graças à omissão de informação, seja perpetuada a impossibilidade de mudança no aspecto social na pátria

Depreende-se, portanto, que a irrelevância dada a educação é um mal a ser combatido. Para isso, cabe ao governo federal, financiado pelo Tribunal de Contas da União, criar projetos que qualifiquem o sujeito desde a base primária até os níveis mais profissionalizantes, por meio