A educação como veículo de mudança na sociedade
Enviada em 10/09/2023
É de conhecimento geral que a educação é um veículo de mudança social, pelos menos na teoria, visto que o Brasil passa por uma deficiência no ramo escolar, pois, de acordo com o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, o PISA, a colocação da nação brasileira é uma das piores entre os países avaliados. Com isso, é dever do ensino prover uma modificação da sociedade, todavia, esse cenário não é realidade no país, afinal, cada vez mais é possível ver pessoas sem sonhos estudando apenas para se tornarem mais um em meio a multidão.
Dessa forma, deve-se analisar, em primeiro lugar, o dever da educação como transformadora da sociedade. Para isso, Malala Yousafzai, a ganhadora do Nobel da Paz de 2014, disse: “uma criança, um professor, uma caneta e um livro podem mudar o mundo”, isto é, através da instrução, a moral e a ordem social podem ser alteradas. Por isso, o ensino é considerado pilar fundamental para a modificação do cenário civil, logo, é sua obrigação ensinar e transformar a vida dos estudantes os quais se submetem às escolas e universidades.
Entretanto, é perceptível que o papel do ensino não se faz presente no ambiente nacional. Consoante a isso, Paulo Freire, um filósofo brasileiro, afirmou que quando a educação não transforma, o sonho do oprimido é ser o opressor. Nesse sentido, a crítica do educador ao sistema vigente é sobre as escolas não buscarem formar indivíduos, mas massas com o propósito de que não tenham consciência da exploração das quais sofrem e, assim, mantendo a ordem da sociedade rígida.
Portanto, a fim de realmente colocar a educação no patamar de veículo de mudança social e mudar verdadeiramente a sociedade, é necessário que o governo federal, em específico, o Poder Legislativo, crie leis com o objetivo de alterar o sistema de educação bancária, que é o ato do professor ensinar sem fazer o aluno pensar criticamente nem argumentar. Essas normas devem dar a liberdade dos centros educacionais poderem prover um ensino mais social e menos unilateral. Dessa maneira, a formação escolar seria para transformar as pessoas e não aliená-las.