A eficiência da política antidrogas brasileira

Enviada em 03/09/2019

As drogas, tanto ilícitas quanto lícitas, são um problema na sociedade brasileira que não se restringem ao século XXI. É uma questão que assola o país há décadas. O controle, o consumo, a violência e a legislação sobre o assunto de drogas são objetos de estudos, pesquisas e debates em diversos setores governamentais.

A princípio, é fundamental considerar que o consumo de drogas atinge todas as camadas sociais. Dentro desse contexto, existe o álcool e o tabaco - de uso lícito - os quais dizem respeito a população de modo geral. E ainda, existe as drogas utilizadas em conjunturas específicas, seja por faixas etárias ou níveis sociais. O início do consumo, normalmente, é com o intuito de diversão ou fuga da realidade. O problema é quando o a diversão vira hábito e o hábito se torna vício. Com isso, o uso excessivo pode ser prejudicial a saúde ao longo dos anos.

Ademais, pelo fato das drogas atingirem todas as castas da sociedade, o tráfico de entorpecentes tornou-se um comércio muito rentável e de fácil acesso a população. Por ser criminalizado, o tráfico acaba afetando as populações mais frágeis da sociedade, as quais ficam marginalizadas pois ficam incumbidas de distribuição dos entorpecentes. A falta de controle sobre esse mercado ilegal e o combate a ele, só aumenta a violência no país, principalmente em relação a população periférica.

Fica claro, portanto, que são necessárias medidas de saúde pública para diminuir o consumo, como a realização de projetos de recuperação, viabilizados por especialistas e pesquisadores, custeados pelo Estado. A família possui papel fundamental com relação a educação de seus filhos, explicando o quão nocivo pode ser o uso contínuo de substâncias entorpecentes. A mídia pode corroborar nessa pauta criando campanhas de conscientização da população. Tratar as drogas como saúde pública pode ser um processo demorado, mas é uma solução plausível.