A eficiência da política antidrogas brasileira
Enviada em 25/09/2019
A Revolta da Vacina foi um motim popular ocorrido em 1904 na cidade do Rio de Janeiro. Seu pretexto imediato foi uma lei que determinava a obrigatoriedade da vacinação contra a varíola. Ademais, nos dias atuais, o Estado brasileiro insiste no autoritarismo como resposta para os problemas sociais, com efeito na ineficiência da política antidrogas no Brasil. Com isso, evidencia-se a necessidade de medidas eficazes contra o tráfico de drogas.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que, a principal causa do tráfico de drogas é a desigualdade econômica. Segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas, o índice que mede a desigualdade vem subindo consecutivamente desde 2015. Uma vez que a desigualdade gera pobreza para milhões de brasileiros, muitos veem no tráfico uma alternativa rápida para sair da pobreza. Dessa forma, ações são necessárias para alterar esse quadro social em vigência no Brasil.
Outro ponto, a política de ‘‘subir morro’’ do Estado brasileiro mostra se totalmente ineficaz, visto que, só faz aumentar a violência no país. Medida essa que vai em oposição as ideias do filósofo Michael Focault, ou seja, relações que por meio de seus mecanismos atuam como uma força coagindo, disciplinando e controlando os indivíduos. De acordo com essa concepção, ações brutas devem passar a ser sutis para poder minar o tráfico de forma eficiente.
Portanto, é imprescindível que o Estado tome medidas para maximizar o combate ao tráfico. Desse modo, é imperioso que o Poder Executivo legalize as drogas, por meio de decreto, e faça o controle dos pontos de venda, com a realização do cadastro dos consumidores e o limite da quantidade de drogas que podem ser compradas. Além de repassar o dinheiro arrecadado para as comunidades carentes, a fim de dar mais alternativas para os jovens com a criação de quadras poliesportivas e melhorar as escolas da região. Desse forma poder-se-ia superar o problema com o tráfico de drogas