A eficiência da política antidrogas brasileira

Enviada em 18/01/2020

É sabido que a política antidrogas lançada há cerca de uma década no governo de Fernando Henrique Cardoso não apresentou resultados animadores no tocante à diminuição do tráfico de substâncias ilícitas. Nesse contexto, conclui-se que a política antidrogas é ineficaz, pois ataca às drogas sem se preocupar com a desconexão social que gerou o vício.     Destarte, no cenário de imediatismo atual, conceito proposto por Zygmunt Bauman, as drogas servem como uma válvula de escape para o estresse cotidiano. Mediante o elencado, um estudo que confirma essa ideia de Bauman foi o realizado por Bruce Alexander, por volta de 1970, este percebeu uma falha noutro estudo, realizado no início do século XX, no qual colocavam um rato em uma gaiola com somente dois recipientes, sendo que um enchiam com água pura e o outro água e heroína; assim o rato sempre optava pela que tinha heroína e morria de “overdose”.

Em contrapartida, Bruce percebeu que o rato tinha uma vida horrível. Consoante a isso, ele fez um experimento chamado Ratolândia (um paraíso para ratos) no qual colocava vários ratos, túneis, bolas e os dois recipientes com as mesmas substâncias; no experimento realizado por Bruce a mortalidade foi de 0% e ele concluiu que não são as drogas que viciam. Entretanto, as pessoas questionam pelo fato de ter sido feito com ratos e não com humanos; mas há uma situação que reforça a tese de Alexander, este com humanos: nesse momento há milhares de pessoas em hospitais tomando doses de diamorfina, como analgésico, uma substância mais potente que heroína e sairão do hospital sem nenhum sinal de dependência.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para resolver o problema. Então o poder executivo deve alterar a política antidrogas atual adaptando-a à conclusão a qual Alexander chegou de que o vício está mais ligado a desconexão social do que a substancia usada; para que, ao invés de tratar os dependentes químicos com preconceito, exclusão e rejeição, eles sejam tratados com compaixão e empatia.