A eficiência da política antidrogas brasileira

Enviada em 21/11/2020

Em 2017, a até então diretora da Organização Mundial de Saúde (OMS), Margaret Chan, trouxe em discussão - através de um pronunciamento - a temática das drogas como um problema principalmente ligado à saúde pública. Declaração contundente, visto que fatores como à falta de acesso a serviços básicos pelas pessoas atrelada às desiguais distribuições de renda a âmbito nacional, surgem, muitas vezes, como principais causas motivadoras à entrada do indivíduo ao mundo das drogas, e no Brasil isso não é exceção. Para que isso seja ao menos atenuado, é necessária uma eficiente política antidrogas no país, expondo a problemática como algo que vai além do viés político e criminal.

Em primeiro lugar, é importante frisar que os extratos mais carentes da população brasileira são os principais afetados pela ineficiência das políticas antidrogas no país. Atada a isso está a Cracolândia, na grande São Paulo, região totalmente à margem da sociedade e que urge por processos mais categóricos de revitalização e reinserção dos indivíduos imersos aos entorpecentes. Fato que deveria resultar num pungente incômodo por parte das autoridades públicas, as quais têm como obrigação a asseguração dos direitos essenciais à vida do cidadão, teoria bem abordada por John Locke em seu contrato social, e que deveria servir como molde prioritário a todas nações.

Segundamente, é de comum entendimento que fatores econômicos e sociais, como a heterogênea  repartição do capital entre à população, devem ser levados em conta no que tange ao aperfeiçoamento das políticas antidrogas no Brasil. Seguramente, muitos usuários têm na droga sua válvula de escape, utilizando-a como meio para atingir o desejado bem estar individual, esse que, muitas vezes, acaba afastando a pessoa das convenções e padrões sociais, situação paralelamente similar à ideologia da busca pela felicidade pregada pelos filósofos cínicos helenísticos na longínqua idade antiga, mas que, de certa forma, permeia hodiernamente.

Dessa maneira, fica clara a possível interferência comportamental exercida pelos alucinógenos e sua direta relação com às condições de vida inerentes ao indivíduo, aspectos que precisam ser evidenciados e posteriormente sanados, visando uma eficiente política antidrogas no país. Para isso, seria imprescindível a interferência do Governo no controle do tráfico de drogas no país, intensificando a fiscalização nas fronteiras, por intermédio das Forças Armadas, e em seus possíveis pontos de venda, fazendo com que o fluxo de drogas se torne cada vez menos intenso e os processos de ressocialização para com o cidadão imerso a elas se torne gradativamente mais efetivo, afinal, como já dizia o psicanalista brasileiro Rubem Alves - a esperança é uma droga alucinógena - em certos casos, devemos nos viciar a ela.

locais considerados marginalizados

glamourização em torno do uso de drogas unido ao seu status constantemente proporcionado,

sociedade como um todo também atuam como fatores dificultadores

ela possa proporcionar  status que  ela proporciona, escancara, a precisão de uma política antidrogas mais abrangente, visto que no país, até mesmo entre os mais bem favorecidos. além da se mostra, também, como mais um obstáculo para a perpetuação dessas políticas visando