A eficiência da política antidrogas brasileira
Enviada em 29/05/2020
O uso de drogas pelos seres humanos para fins tanto medicinais quanto festivos e cerimoniais não é recente. São datados o uso dessas substâncias em civilizações antigas, concentradas, principalmente, no Oriente. No entanto, é nas últimas décadas que se tem notado um uso cada vez mais frequente e massivo de narcóticos cada vez mais perigosos. A situação de intenso consumo e tráfico de drogas pode gerar problemas graves na sociedade além do fato de que demonstram falhas na comunidade e lei.
Em primeiro plano, é preciso compreender que o alto índice de usuários de drogas, problemáticos ou dependentes são reflexo de uma sociedade urbana falha, em especial, no quesito social, como por exemplo, questões familiares, de protesto, pressão parental ou no trabalho e escola, entre outros fatores que afetam, de maneira mais intensa, os jovens que estão na fase de transição para a vida adulta, fase no qual começam a assumir mais preocupações e responsabilidades, lidando com emoções e experiências novas e mais fortes e um distanciamento dos pais. Essa situação é retratada na telenovela brasileira “O Clone”, no qual a personagem Mel faz uso das drogas como meio de aliviar o sofrimento da traição dos pais, autoritarismo da mãe e brigas com o namorado. Como os motivos podem ser inúmeros, variando de acordo com a classe social, personalidade, idade, entre outros fatores as soluções também serão, portanto a política antidrogas precisa atender a toda essa complexidade.
Deve-se abordar ainda que, enquanto houver preconceito para com os usuários de droga, especialmente os mais pobres e miseráveis, por parte de profissionais e da população um tratamento efetivo nunca será realizado. Assim como diz Joseph Joubert: “Podemos convencer os outros com as nossas razões, mas só os persuadimos com as razões deles.” Para compenetrar o outro é preciso saber suas razões. A partir do momento em que se conhece o indivíduo e saiba quais são seus principais problemas que o levaram ao caminho das drogas, encontra-se uma melhor maneira de aplicar as leis e trazer levar a reabilitação ao indivíduo.
Evidencia-se portanto que para que um política antidrogas seja realmente eficiente e ocasione uma menor circulação tanto de drogas ilícitas quanto lícitas é cabe ao governo do estado e também do município, a criação de políticas e projetos amplos que consigam suprimir a complexidade que o uso de drogas abrange por meio de pesquisas, estudos e análises completas sobre o contexto e vida dos afetados a fim de de que o uso de drogas seja retardado e mais consciente e uma política antidrogas mais eficiente e humanista revigore, uma vez que o processo de “extinção” das drogas deve se dar de maneira paciente, eficiente e inteligente.